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11.
Medo e simpatia, persuasão implícita e explícita, conjugados a serviço do
comunismo
O medo e a simpatia parecem
incompatíveis. Na situação psicológica atual do Ocidente, não o são.
Em suma, não é necessário, para o
comunismo, renunciar à sua ação de intimidação para angariar simpatias, ou
vice-versa. Interessa-lhe manter todo o "prestígio" de seu poderio
destruidor. Com base nesse "prestígio" consegue ele amolecer a
resistência de numerosos adversários, tornando-os propensos a um acordo. Alcançado
este resultado psicológico, uma certa simpatia desses adversários por alguns
aspectos do marxismo se acentua, e os prepara a receber uma tal ou qual
capitulação diante dele como um mal menor, realmente suportável.
Pari passu, não se trata para o
comunismo de renunciar ao proselitismo explícito feito pelos partidos
comunistas do mundo inteiro. Este proselitismo continua a servir os seus
planos, pois um partido organizado e dinâmico constitui para ele um precioso
fator de intimidação em qualquer país, e uma escola de formação dos dirigentes
do futuro regime marxista.
Simplesmente, não é mais dos partidos
comunistas existentes nos países livres, mas sim da técnica de persuasão
implícita, que o comunismo espera a conquista da opinião pública mundial.
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