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| Plinio Corrêa de Oliveira Baldeação ideológica inadvertida e Diál. IntraText CT - Texto |
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8. 0 que há de novo na baldeação ideológica inadvertida
Esse deslizar multiforme da sociedade ocidental e cristã, de uma posição esquerdista para outra, com rumo final para o marxismo, é um fenômeno antigo e profundo. Constitui ele, por sua própria essência, uma baldeação ideológica mais ou menos inadvertida, que essa sociedade cristã vem lamentavelmente realizando, ao longo de séculos, em direção do comunismo.
Nesta perspectiva, pois, o fenômeno não é novo.
Novo, entretanto, é o aspecto que ele assume em razão do empenho todo especial que aqui e acolá certos círculos desenvolvem para imprimir a esse processo, por meio de artifícios diversos, uma velocidade sem precedentes. Por outro lado, trata-se, agora, não mais de obter que esse deslizar se opere por etapas, do centro para a esquerda, ou de uma esquerda moderada para outra um pouco mais ousada, mas do centro ou da esquerda moderada para uma ordem de coisas que, em seu conteúdo, é categoricamente comunista. Não só, pois, pelos já referidos artifícios modernos com que é provocado, mas também enquanto drástica, próxima e até imediatamente tendente ao marxismo, enquanto marcado por uma celeridade e uma afoiteza sem precedentes, em proveito direto do comunismo, é que tal processo apresenta hoje uma nota nova, um tonus de um rubro intenso que outrora nele mal se entrevia. Nova, sobretudo, é a baldeação ideológica inadvertida enquanto, de colateral que era, se tornou preponderante na tática usada pelo comunismo com vistas à conquista ideológica do mundo7.
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7 Exemplo frisante da eficácia desse deslizar sub-reptício de países inteiros rumo ao comunismo, mediante o emprego da baldeação ideológica inadvertida em certos setores da opinião, se encontra na Argélia, na Tunísia, e sobretudo no Egito, onde ele parece estar em vias de execução mais adiantadas. Os cerceamentos sucessivos do direito de propriedade e da livre iniciativa conduziram aquelas nações a uma ordem de coisas profundamente socialista, a qual propende cada vez mais para a extrema esquerda. As declarações anticomunistas de alguns de seus líderes não provam que as transformações por eles impostas não são comunistas nem tendem para o comunismo. Pois o caráter comunista de uma transformação decorre da natureza desta, e não do rótulo que lhe dão os políticos que a levam a cabo. Do mesmo modo, as reformas de Nasser não deixaram de ser muito avançadamente socialistas pelo simples fato de que no Egito está proscrito o partido comunista. Seria muito infantil quem daí deduzisse que aquele país está caminhando para rumos opostos aos do comunismo. Da utilidade da aplicação a essas três nações contemporâneas, do processo de baldeação ideológica inadvertida, completado e acentuado por sucessivas "reformas de base", diz bem a relativa inércia da opinião anticomunista em face dos resultados. Nem no Egito, nem na Argélia, nem na Tunísia (falamos dos nativos), registraram-se reações da proporção das que houve em Cuba diante da bolchevização explícita e até teatral promovida por Fidel Castro. E nem a opinião mundial se impressionou tanto com os progressos do comunismo na África do Norte, quanto com a bolchevização de Cuba. |
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