5.
Deste homem que sabia governar o Estado de forma egrégia, recordamos a índole
singular, pela qual foi impelido a assumir com bom êxito os gravíssimos
compromissos ligados à organização do seu Reino. Os historiadores da sua vida
narram que o ânimo de Estêvão era perenemente orientadao para a oração, pois
encontrava sempre tempo para rezar, não obstante o seu empenhamento nas
numerosas questões de governo. Este seu ânimo é clarividente no Pequeno
livro sobre a formação dos costumes, escrito pelo seu filho Emerico:
"A observância da oração é a maior conquista da verdadeira saúde... A
oração incessante é purificação e remissão dos pecados. Então, meu filho, cada
vez que fores ao templo de Deus, adora-O juntamente com Salomão, filho do rei,
e tu mesmo, como rei, diz sempre: "Ó,
Senhor, faz descer do alto a sabedoria da tua grandeza, para que esteja em mim
e comigo actue, a fim de que eu saiba o que é do teu agrado em todos os
tempos"".
Desejo
salientar especialmente esta característica, ou seja, que aprecio muitíssimo a promoção
do espírito de oração no início do novo milénio, como escrevi na minha recente
Carta Apostólica: "Para esta pedagogia da santidade, há necessidade
de um cristianismo que se destaque principalmente pela arte da oração... é
necessário aprender a rezar... Sobretudo perante as numerosas provas que o
mundo actual apresenta à fé eles [ou seja, os cristãos comuns] seriam
não apenas cristãos medíocres, mas "cristãos em perigo": com a
sua fé cada vez mais debilitada, correriam o risco de acabar cedendo ao
fascínio dos "sucedâneos", aceitando propostas religiosas
alternativas e acomodando-se até mesmo às formas mais extravagantes de
superstição".
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