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Hodierna vitalidade da Igreja
5. Se voltarmos a atenção para
a Igreja, vemos que ela não permaneceu inerte espectadora em face destes
acontecimentos, mas seguiu, passo a passo, a evolução dos povos,
o progresso científico, as revoluções sociais;
opôs-se, decididamente, às ideologias materialistas e negadoras da
fé; viu, enfim, brotarem de seu seio e desprenderemse imensas energias
de apostolado, de oração, de ação em todos os
campos, por parte, primeiramente, do clero sempre mais à altura de sua
missão pela doutrina e virtude e, depois, por parte do laicato, que se
tornou sempre mais consciente de suas responsabilidades no seio da Igreja e, de
modo particular, de seu dever de colaborar com a hierarquia
eclesiástica. A isto se acrescentam os imensos sofrimentos de
cristandades inteiras, onde uma multidão de pastores, de sacerdotes e de
leigos, pela invicta firmeza da própria fé, sofrem perseguições
de todo gênero e revelam heroísmo certamente não inferior
aos dos períodos mais gloriosos da Igreja. Assim, se o mundo aparece
profundamente mudado, também a comunidade cristã está em
grande parte transformada e renovada: isto é, socialmente fortalecida na
unidade, intelectualmente revigorada, interiormente purificada, pronta, desta
forma, a enfrentar todos os combates da fé.
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