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O concílio ecumênico Vaticano II
6. Diante deste duplo espetáculo: um
mundo que revela um grave estado de indigência espiritual e a Igreja de
Cristo, tão vibrante de vitalidade, nós, desde quando subimos ao
supremo pontificado, não obstante nossa indignidade e por um
desígnio da Providência, sentimos logo o urgente dever de
conclamar os nossos filhos para dar à Igreja a possibilidade de
contribuir mais eficazmente na solução dos problemas da idade
moderna. Por este motivo, acolhendo como vinda do alto uma voz íntima de
nosso espírito, julgamos estar maduro o tempo para oferecermos à
Igreja católica e ao mundo o dom de um novo concílio
ecumênico, em acréscimo e continuação à
série dos vinte grandes concílios, realizados ao longo dos
séculos, como uma verdadeira providência celestial para incremento
da graça na alma dos fiéis e para o progresso cristão. A
jubilosa repercussão que teve seu anúncio, seguida da
participação orante de toda a Igreja e do fervor nos trabalhos de
preparação, verdadeiramente encorajador, como também o
vivo interesse ou, pelo menos, a atenção respeitosa por parte de
não-católicos e até de não-cristãos
demonstraram, da maneira mais eloqüente, como não escapou a
ninguém a importância histórica do acontecimento.
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