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| Ioannes Paulus PP. II Ecclesia in Oceania IntraText CT - Texto |
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Uma nova Evangelização Evangelização na Oceânia 18. A evangelização é a missão que a Igreja tem de proclamar ao mundo a verdade de Deus revelada em Jesus Cristo. Os Padres Sinodais acharam por bem escolher a communio como tema e meta da evangelização na Oceânia (60) e base de toda a planificação pastoral. Na evangelização, a Igreja manifesta a sua comunhão íntima e age como um único corpo, esforçando-se por levar a humanidade inteira à unidade com Deus através de Cristo. Cada baptizado tem a obrigação de proclamar, por palavras e obras, o Evangelho ao mundo onde vive.(61) O Evangelho deve ser ouvido na Oceânia por todos: crentes e não crentes, nativos e imigrantes, ricos e pobres, jovens e idosos; todos têm o direito de ouvir a Boa Nova, pelo que os cristãos têm a obrigação grave de comunicá-la. Hoje é necessária uma nova evangelização, para que cada um possa ouvir, compreender e acreditar na misericórdia de Deus oferecida, em Jesus Cristo, a todos os povos. Durante a Assembleia Especial, os bispos puseram em comum o rico tesouro de experiências pastorais deles e das pessoas com quem trabalham mais estreitamente; e individuaram assim conjuntamente novas perspectivas para o futuro da Igreja na Oceânia. Muitos deles falaram da dificuldade do isolamento, da necessidade de atravessar distâncias enormes e da vida em ambientes inóspitos. Mas relataram também experiências muito positivas que atestam o vigor da fé e da communio, quando as pessoas acolhem o Evangelho e descobrem o amor de Deus. Os Padres Sinodais falaram ainda das esperanças e medos, dos sucessos e desilusões, do crescimento e declínio das Igrejas particulares na Oceânia. A alguns pareceu que a Igreja na Oceânia se encontra numa encruzilhada, o que requer importantes decisões para o futuro. À vista dos grandes desafios colocados pelas novas circunstâncias no Continente, todos concordaram que chegou o tempo de apresentar novamente o Evangelho aos povos do Pacífico, permitindo-lhes ouvir a palavra de Deus com renovada fé e encontrar uma vida mais abundante em Cristo; mas, para isso, há necessidade de novos caminhos e métodos de evangelização, inspirados por uma fé, esperança e caridade mais profundas no Senhor Jesus. Como primeiro passo para a necessária « renovação da mente » (cf. Rom 12, 2), os bispos apregoaram os numerosos esforços para aplicar as orientações do Concílio Vaticano II, sublinhando que estas estão a ser gradualmente actuadas e que há necessidade doutras iniciativas para reforçar a fé daqueles que a deixaram enfraquecer e para apresentá‑la de forma mais persuasiva à sociedade em geral. O convite à renovação é um chamamento para proclamar ao mundo a verdade de Jesus Cristo, dando testemunho d'Ele até ao sacrifício supremo do martírio. A isto mesmo é chamada hoje a Igreja na Oceânia, sendo essa também a razão fundamental que motivou a celebração da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos.(62) Mas é fácil que este chamamento de Deus não chegue a ser ouvido, por causa da transformação global que está a afectar a identidade cultural e as instituições sociais da região. Alguns temem que as mudanças possam minar os alicerces da fé, deixando-se cair no abatimento de espírito e no desânimo. Perante isto, precisamos de recordar que o Senhor nos dá a força necessária para superar tais tentações; a fé n'Ele é como uma casa construída sobre a rocha: « Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; mas não ruiu, porque estava fundada sobre a rocha » (Mt 7, 25). Com a força do Espírito Santo, a Igreja na Oceânia está a preparar-se para uma nova evangelização de povos que hoje têm fome de Cristo. « É este o tempo favorável; este é o dia da salvação » (2 Cor 6, 2). Muitos Padres Sinodais mostraram-se preocupados pelo reduzido peso público da fé cristã na Oceânia, observando que tem diminuído a sua influência em âmbitos relacionados com o bem comum, a moralidade pública e administração da justiça, o estatuto do matrimónio e da família, ou mesmo o direito à vida. Alguns bispos assinalaram que a doutrina da Igreja por vezes é posta em questão pelos próprios católicos; quando isto é verdade, não deve surpreender que a voz da Igreja seja menos influente na vida pública. Os desafios da modernidade e pós-modernidade, embora sentidos por todas as Igrejas particulares da Oceânia, são experimentados com maior intensidade por aquelas que vivem em sociedades mais afectadas pela secularização, pelo individualismo e pelo consumismo. Numerosos bispos puderam constatar sinais de diminuição da fé e da prática católica na vida das pessoas, quando estas aceitaram como norma de discernimento e conduta uma visão completamente secularizada. A este propósito, já o Papa Paulo VI acautelava os crentes, fazendo notar « o perigo que há de se reduzir tudo a um certo humanismo puramente terrestre, em que se esquece a dimensão moral e espiritual da vida e já não se cuida da necessária relação do homem com o Criador ».(63) A Igreja vê-se obrigada a cumprir a sua missão evangelizadora num mundo cada vez mais secularizado: o sentido de Deus e da sua amorosa providência diminuiu em muitas pessoas e até em sectores inteiros da sociedade, e o indiferentismo prático em relação às verdades e valores religiosos ofusca o rosto do amor divino. Por isso, « entre as prioridades de um renovado empenho de evangelização, conta-se a de promover um retorno ao sentido do sagrado, a uma consciência da centralidade de Deus na globalidade da experiência humana ».(64) A nova evangelização é uma prioridade para a Igreja na Oceânia. De certo modo, a sua missão é simples e clara: propor uma vez mais à sociedade humana o Evangelho integral da salvação em Jesus Cristo. É enviada ao mundo actual, aos homens e mulheres do nosso tempo, « a pregar o Evangelho, (...) a fim de se não desvirtuar a Cruz de Cristo. Porque a linguagem da Cruz (...) é poder de Deus » (1 Cor 1, 17-18).(65) Os agentes da evangelização 19. À semelhança dos Apóstolos, os bispos são enviados às suas dioceses como primeiras testemunhas de Cristo ressuscitado. Unidos ao Sucessor de Pedro, formam um colégio responsável pela difusão do Evangelho no mundo. Durante a Assembleia Especial da Oceânia, os bispos reconheceram-se como os primeiros chamados a uma renovação da vida e testemunho cristão. Um maior estudo da Escritura e da Tradição, alimentado pela oração, conduzi-los-á a um conhecimento e amor mais profundo da fé. Poderão assim, como pastores do seu povo, contribuir ainda mais eficazmente para o trabalho da nova evangelização.(66) Como se vê claramente nos Actos dos Apóstolos, a característica peculiar da missão apostólica apoiada pelo Espírito Santo é a coragem de proclamar « a palavra de Deus com desassombro » (4, 31). Esta coragem foi-lhes dada como resposta à oração de toda a comunidade: « E agora, Senhor, (...) concede aos teus servos poderem anunciar a tua palavra com todo o desassombro » (4, 29). O mesmo Espírito torna, hoje também, os bispos capazes de falar clara e corajosamente diante duma sociedade que precisa de ouvir o anúncio da verdade cristã. Os católicos da Oceânia continuem a rezar fervorosamente pelos seus pastores para que sejam, como os Apóstolos, testemunhas audazes de Cristo; e o Sucessor de Pedro associa-se a eles numa tal súplica. Com os bispos, são chamados a proclamar o Evangelho todos os fiéis cristãos: sacerdotes, consagrados e leigos. A sua communio exprime-se num espírito de cooperação, sendo isto mesmo já um forte testemunho do Evangelho. Os sacerdotes são os colaboradores mais estreitos dos bispos e constituem para eles o maior auxílio na obra da evangelização, sobretudo nas comunidades paroquiais confiadas aos seus cuidados.(67) Oferecem o sacrifício de Cristo pelas necessidades da comunidade, reconciliam os pecadores com Deus e com a comunidade, fortificam os doentes na sua peregrinação para a vida eterna,(68) permitindo assim à comunidade inteira dar testemunho do Evangelho em todos os momentos da vida e na morte. Os homens e mulheres de vida consagrada são sinais vivos do Evangelho. Os votos de pobreza evangélica, castidade e obediência constituem itinerário seguro para um conhecimento e amor mais profundo a Cristo, e desta intimidade com o Senhor brota o seu serviço de consagração na Igreja, que assim se tem demonstrado uma graça maravilhosa na Oceânia.(69) Os leigos, por sua vez, têm como função específica consagrar o mundo a Deus; e muitos deles estão a adquirir um sentido mais profundo de quanto seja indispensável o seu papel na missão evangelizadora da Igreja.(70) Na sua actividade no mundo onde quer que seja, através do testemunho de amor no sacramento do matrimónio ou da generosa dedicação de pessoas chamadas à vida celibatária, os leigos podem e devem ser verdadeiro fermento em cada ângulo da sociedade na Oceânia. Disto mesmo depende em larga medida o êxito da nova evangelização. A nova proclamação de Cristo deve brotar duma renovação interior da Igreja e, vice-versa, toda a renovação na Igreja há-de ter como alvo a missão, para não cair vítima duma espécie de introversão eclesial. Cada aspecto da missão da Igreja no mundo deve partir duma renovação que derive da contemplação do rosto de Cristo.(71) Esta renovação, por sua vez, faz surgir novas estratégias pastorais. A tal respeito, a Assembleia Especial convidou as comunidades locais a contribuírem para a nova evangelização, cultivando um espírito de fraternidade nas suas liturgias e nas suas actividades sociais e apostólicas, abeirando-se dos católicos não praticantes ou afastados, reforçando a identidade das escolas católicas, oferecendo aos adultos oportunidades de crescer na fé através de programas de estudo e formação, ensinando e explicando de maneira eficaz a doutrina católica àqueles que estão fora da comunidade cristã, e procurando que a doutrina social da Igreja influa sobre a vida pública da Oceânia.(72) Em consequência destas e doutras iniciativas, o Evangelho poderá ser apresentado com maior convicção à sociedade e influenciar mais profundamente a sua cultura. Os primeiros cristãos foram impelidos pelo Espírito Santo a crerem em Cristo, proclamando-O como o único Salvador do mundo enviado pelo Pai. Em todo o tempo, o verdadeiro agente da renovação e evangelização é o Espírito Santo, que seguramente não deixará de ajudar a Igreja a encontrar agora, numa sociedade em rápida mutação, as energias evangelizadoras e os meios necessários. E a nova evangelização há-de proporcionar aos povos da Oceânia os mesmos frutos maravilhosos do Espírito Santo que saborearam os primeiros cristãos, quando encontraram o Senhor ressuscitado e receberam o dom do seu amor, que é ainda mais forte do que a morte. O primado da proclamação 20. O kerygma é a palavra de Deus proclamada com o objectivo de pôr a humanidade numa justa relação com Deus através da fé em Cristo. Vemos a força do kerygma em acção na primeira comunidade de Jerusalém: « Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão e às orações » (Act 2, 42). Tal é a essência da vida cristã, o fruto da primeira evangelização. A adesão a Cristo manifesta-se através da fé na sua palavra proclamada pela Igreja. S. Paulo interroga-se: « E como pregarão se não forem enviados? » (Rom 10, 15); na verdade, Cristo enviou os seus Apóstolos, cuja voz « ressoou por toda a terra, e a sua mensagem até aos confins do mundo » (Sal 1918, 5). Como « testemunhas da verdade divina e católica »,(73) os missionários na Oceânia viajaram por terra e mar, atravessaram desertos e paludes, enfrentaram grandes dificuldades culturais no cumprimento da sua obra excepcional. Inspirados pela história do nascimento da Igreja na Oceânia, os Padres Sinodais sentiram a necessidade duma nova e corajosa pregação do Evangelho em nossos dias. A Igreja, ao querer proclamar o Evangelho na Oceânia, enfrenta um duplo desafio: por um lado as religiões e culturas tradicionais, e por outro o actual processo de secularização. Em ambos os casos, « a primeira e mais urgente missão é o anúncio de Cristo ressuscitado, que há-de ser proposto num encontro pessoal, capaz de levar o interlocutor à conversão do coração e ao pedido do baptismo ».(74) Quer se encontre com as religiões tradicionais quer com uma requintada filosofia, a Igreja proclama por palavras e obras « a verdade que existe em Jesus » (Ef 4, 21; cf. Col 1, 15-20). À luz desta verdade, ela oferece o seu contributo para a discussão sobre os valores e princípios éticos que concorrem para a felicidade da vida humana e a paz da sociedade. A fé deve apresentar-se sempre de forma racionalmente coerente, favorecendo assim a sua penetração em campos cada vez mais vastos da experiência humana. De facto, a fé tem em si mesma a força de plasmar a cultura, permeando até ao núcleo essencial as suas motivações. Alertadas tanto pela tradição cristã como pelas mudanças culturais contemporâneas, a palavra da fé e a da razão devem caminhar de mãos dadas com o testemunho de vida para que a evangelização produza fruto; mas sobretudo há necessidade duma proclamação intrépida de Cristo, há necessidade do « desassombro (parresia) da fé ».(75) Evangelização e mass-media 21. No mundo actual, os meios de comunicação social são cada vez mais poderosos como agentes da modernização, mesmo nas partes mais remotas da Oceânia. Têm um grande impacto na vida das pessoas, na sua cultura, pensamento moral e comportamento religioso, pelo que, se usados indiscriminadamente, podem ter um efeito nocivo sobre as culturas tradicionais. Os Padres Sinodais apelaram para uma maior consciência do poder dos mass-media, que « oferecem à Igreja uma oportunidade extraordinária de evangelizar, ser uma voz profética na sociedade, construir comunidade e solidariedade » (76) e para criar elos novos entre as pessoas. De facto, muitas vezes os mass-media proporcionam o único contacto que a Igreja tem com os católicos não praticantes ou mais afastados da comunidade, devendo por conseguinte ser utilizados de forma criativa e responsável.(77) Onde for possível, a Igreja forme um plano pastoral para as comunicações sociais a nível nacional, diocesano e paroquial. É necessária uma coordenação dos esforços eclesiais para garantir melhor a preparação daqueles que representam a Igreja nos mass-media,(78) e encorajar leigos de fé comprovada a entrarem profissionalmente nos meios de comunicação social como resposta a uma vocação. É um sinal de esperança o facto de haver cristãos empenhados nos mass-media que mostram o seu compromisso com os valores cristãos. Com a sua assistência, podem ser produzidos profissionalmente materiais e programas religiosos que transmitam os valores humanos e morais, ainda que o financiamento de tais actividades constitua muitas vezes um problema. Um centro católico de meios de comunicação para toda a Oceânia poderia ser uma válida ajuda para a utilização dos mass-media no campo da evangelização. Os bispos afirmaram a sua preocupação pelos critérios de honestidade nos meios de comunicação públicos e denunciaram o alto nível de violência que neles se verifica.(79) Os responsáveis eclesiais devem colaborar para a redacção dum código de comportamentos éticos nos mass-media.(80) Também as famílias e os jovens precisam de assistência para avaliarem criticamente o conteúdo dos programas; daí que as instituições educativas católicas tenham uma função vital nesta obra de ajudar as pessoas, sobretudo jovens, a fazerem uma análise crítica dos mass-media. A fé cristã desafia-nos a ser ouvintes, telespectadores e leitores que sabem escolher.(81) Os bispos mostraram-se preocupados também com a utilização da publicidade nos mass-media, realçando a grande influência que ela tem como estímulo tanto para o bem como para o mal. O processo de globalização e a crescente situação de monopólio nos mass-media conferiram-lhe ainda maior poder sobre as pessoas. Com a força sugestiva das imagens, a publicidade propaga muitas vezes uma cultura consumista, que reduz a pessoa àquilo que possui ou que pode comprar. Isto leva-a a pensar que não há mais nada para além do que uma economia de consumo pode dar. « A maior preocupação com o seu poder provém do facto de que ela, na sua maioria, propaga incessantemente uma ideologia que é nitidamente contrária à visão da fé católica ».(82) É importante, pois, que os fiéis, sobretudo os jovens, sejam preparados para adoptarem uma atitude crítica perante a publicidade, realidade omnipresente na vida de hoje; para isso, têm de ser formados com um sentido claro e forte dos valores humanos e cristãos que estão na base da visão católica da vida.
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60) Cf. Assembleia especial do Sínodo dos Bispos para a Oceânia, Lineamenta, 42; Instrumentum laboris, 22 e 51; Propositiones 4, 10 e 44. 61) Cf. propositio 4. 62) Cf. João Paulo II, Carta ap. Tertio millennio adveniente (10 de Novembro de 1994), 21: AAS 87 (1995), 17. 63) Homilia na Missa celebrada no hipódromo de Randwick por ocasião do bicentenário da chegada de J. Cook à Austrália (Sydney, 1 de Dezembro de 1970), 3: AAS 63 (1971), 62. 64) João Paulo II, Discurso aos bispos da Austrália (Sydney, 26 de Novembro de 1986), 4: AAS 79 (1987), 956. 65) Cf. João Paulo II, Discurso aos bispos da Nova Zelândia (Wellington, 23 de Novembro de 1986), 5: AAS 79 (1987), 937. 66) Cf. propositio 4. 67)) Cf. ibid. 68) Cf. ibid. 69) Cf. ibid. 70) Cf. ibid. Veja-se também o apelo que lhes fez o Papa João Paulo II em Sydney, no ano 1986: « Voltai! (...) Voltai para casa! »: Homilia na Missa para as dioceses da New South Walles (Hipódromo de Randwick, 26 de Novembro de 1986), 5: L'Osservatore Romano (ed. portuguesa de 7 de Dezembro de 1986), 611. 71) Cf. João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte (6 de Janeiro de 2001), 16: AAS 93 (2001), 276-277. 72) Cf. propositio 4. 73) Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, 25. 74) João Paulo II, Carta enc. Fides et ratio (14 de Setembro de 1998), 38: AAS 91 (1999), 34. 75) Ibid., 48: o.c., 43. 76) Propositio 5. 77) Cf. propositio 4. 78) Cf. propositio 6. 79) Cf. ibid. 80) Cf. propositio 7. 81) Cf. propositio 5. 82) Ibid. |
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