11. Ao meditar
sobre o tema do perdão, não é possível deixar de
recordar algumas trágicas situações de conflito, que
há demasiado tempo alimentam ódios profundos e dilacerantes, com
a consequente espiral de tragédias pessoais e colectivas sem fim.
Refiro-me, particularmente, àquilo que sucede na Terra Santa, lugar
bendito e sagrado do encontro de Deus com os homens, lugar da vida, morte e
ressurreição de Jesus, o Príncipe da paz.
A delicada situação
internacional põe em destaque, com vigor renovado, a urgência da
solução do conflito árabe-israelita, que perdura há
mais de cinquenta anos, oscilando em fases mais ou menos agudas. O
contínuo recurso a actos de terrorismo ou de guerra, que agravam a
situação de todos e ensombram as perspectivas, deve dar
finalmente lugar a uma negociação definitiva. Os direitos e as
exigências de cada um poderão ser levados em devida
consideração e contemplados equitativamente, se e quando
prevalecer em todos a vontade de justiça e de
reconciliação. Dirijo novamente àqueles amados povos o
veemente convite a que se empenhem por uma nova era de mútuo respeito e
colaboração construtiva.
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