15. Não
há paz sem justiça, não há justiça sem
perdão: eis o que quero anunciar nesta Mensagem a crentes e
não crentes, aos homens e mulheres de boa vontade, que têm a peito
o bem da família humana e o seu futuro.
Não há paz sem
justiça, não há justiça sem perdão: é o que quero lembrar aos que
detêm as sortes das comunidades humanas, para que nas suas graves e
difíceis decisões, se deixem sempre guiar pela luz do verdadeiro
bem do homem, na perspectiva do bem comum.
Não há paz sem
justiça, não há justiça sem perdão: não me cansarei de repetir esta
advertência a todos os que, por uma razão ou por outra, cultivam
dentro de si ódio, desejo de vingança, propósitos de
destruição.
Neste Dia da Paz, suba mais
intensa no coração de todo o crente a prece por cada uma das
vítimas do terrorismo, pelas suas famílias atingidas
tragicamente, e por todos os povos que o terrorismo e a guerra continuam a
ferir e a transtornar. Nem sejam excluídos do raio de luz da nossa
oração aqueles que ofendem gravemente Deus e o homem,
através destes actos desumanos: seja-lhes concedido entrar em si
próprios e tomar consciência do mal que fazem, abandonando
qualquer propósito de violência e procurando o perdão.
Possa a família humana, nestes tempos tormentosos, encontrar paz
verdadeira e duradoura, aquela paz que só pode nascer do encontro da
justiça com a misericórdia!
Vaticano, 8 de Dezembro de
2001
JOÃO PAULO II
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