|
As nações
só podem alcançar a civilização perfeita mediante a correspondência à graça e à
Fé
É certo que, embora o homem possa
conhecer com firme certeza e sem eiva de erro aquilo que nas coisas divinas não
é de per si inacessível à razão humana *, dado o pecado original é
impossível ao homem praticar duravelmente a Lei de Deus. É só por meio da graça
que tal se lhe torna possível. Ainda assim, para acautelar o homem contra sua
própria maldade e sua própria fraqueza, Jesus Cristo dotou a Igreja de um
Magistério infalível, que lhe ensinasse sem erro, não só as verdades
religiosas, como também as verdades morais necessárias à salvação.
A adesão do homem ao Magistério da Igreja
é fruto da Fé. Sem a Fé não pode o homem praticar durável e integralmente os
Mandamentos.
Daí resulta que as nações só podem
alcançar a civilização perfeita, que é a civilização cristã, mediante a
correspondência à graça e à Fé, o que inclui um firme reconhecimento da Igreja
Católica como única verdadeira, e do Magistério eclesiástico como infalível.
Assim, o ponto chave mais profundo e mais
central da História consiste em que os homens conheçam, professem e pratiquem a
Fé católica.
Dizendo-o, não nego evidentemente que
tenha havido civilizações não cristãs de alto teor. Todas elas, entretanto,
foram desfiguradas por estes ou aqueles traços que destoaram chocantemente da
própria elevação que sob outros aspectos apresentavam. Basta recordar a enorme
extensão da escravatura e a condição vil imposta à mulher antes de Jesus
Cristo. E nenhuma civilização houve que apresentasse a perfeição excelsa
inerente à civilização cristã.
Igualmente não contesto que, em países de
população prevalentemente cismática ou herética, a civilização possa conter
importantes traços de tradição cristã. Entretanto, a plenitude da civilização
cristã, só da Igreja Católica pode florescer e só em povos católicos pode
conservar-se cabalmente.
|