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Revolução A, tendenciosa
e sofística; Revolução B, nas leis, estruturas, instituições e costumes
Como se vê, tanto a Ordem como a
Revolução e a Contra-Revolução podem existir: a) nas tendências; b) nas idéias;
e c) nas leis, nas estruturas, nas instituições, nos costumes.
Assim, chamo de tendenciosa a Revolução enquanto existente nas
tendências. E de sofística
enquanto se desenvolve no terreno das doutrinas, ao sopro das
tendências.
Estas duas modalidades de Revolução
constituem um fenômeno eminentemente espiritual, isto é, têm como campo de
operação a alma humana e a mentalidade das sociedades. Elas formam portanto um
todo, que denomino Revolução A .
Quando a Revolução passa do interior das
almas para os atos, produzindo convulsões históricas, desordenando as leis,
estruturas, instituições, etc., ela constitui o que chamo de Revolução B
.
Claro está que estas noções, apresentadas
assim com o máximo de brevidade, pedem uma série de ressalvas e de conformes,
que exponho em Revolução e Contra-Revolução , e que não caberia aqui
explanar.
Limito-me a esclarecer que, delineando
nesses traços o que há de mais essencial na História, não pretendo que ela se
reduza a isto. A observação mais elementar indica que um sem-número de fatores,
entre os quais os étnicos, geográficos e econômicos, condicionam possantemente
o curso da História.
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