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Em defesa da Ação
Católica : brado de alarma contra germes de laicismo, liberalismo e
igualitarismo nos meios católicos
Meu primeiro livro foi publicado em 1943,
e se intitula Em defesa da Ação Católica (Editora Ave Maria, São
Paulo). Era ele um brado de alarma contra germes de laicismo, liberalismo e
igualitarismo que começavam a invadir a Ação Católica*. Na qualidade de
Presidente do ramo paulista dessa entidade, cabia-me abrir a luta contra
aqueles erros. O livro despertou controvérsias apaixonadas. Estas não cessaram
sequer quando, em 1949, recebi a propósito do livro uma carta de louvor
calorosa, enviada, em nome do Papa Pio XII, por Mons. João Batista Montini,
então substituto da Secretaria de Estado da Santa Sé, e depois Papa Paulo VI.
Em defesa da Ação Católica foi aplaudido em boa parte
dos setores católicos. Entretanto, em alguns ambientes continuaram a se
expandir os germes de progressismo, culminando na onda de erros que hoje
notoriamente se estende por todo o País. Os que de futuro escreverem com
imparcialidade a História da Igreja no Brasil do século XX reconhecerão, creio
eu, que a considerável resistência que o progressismo vem enfrentando entre nós
se deve, em larga medida, ao brado de alarma de Em defesa da Ação Católica
. Pois esse livro alertou, contra o vírus incipiente do progressismo
brasileiro, muitas mentalidades que não tinham começado ainda a sofrer a ação
sedutora das idéias novas.
Como se vê, meu primeiro livro, embora de
caráter doutrinário, foi escrito em função de um importante problema concreto,
já muito atual naqueles tempos.
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