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Plinio Corrêa de Oliveira
Auto-retrato filosófico

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  • Acordo com o regime comunista: para a Igreja, esperança ou autodemolição? -- Carta de louvor de Congregação da Santa Sé
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Acordo com o regime comunista: para a Igreja, esperança ou autodemolição? -- Carta de louvor de Congregação da Santa  

Entretanto, de minhas obras, a que teve maior divulgação foi incontestavelmente _ A liberdade da Igreja no Estado comunista, que, nas últimas edições, saiu com o título de Acordo com o regime comunista: para a Igreja, esperança ou autodemolição? *

 

Além disso, o trabalho foi transcrito na íntegra em 40 jornais ou revistas do Brasil, Alemanha, Angola, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, México e Portugal.

A obra foi prestigiada por uma carta de louvor da Sagrada Congregação dos Seminários e Universidades da Santa , em data de 2 de dezembro de 1964, assinada pelos Cardeais Pizzardo e Staffa.

Repercutiu, este estudo, para além da cortina de ferro. O semanário católico -esquerdistaKierunki” e o mensárioZycie i Mysl”, ambos poloneses, o atacaram violentamente. Zbigniew Czajkowski, colaborador destes dois periódicos, publicou extensos e indignados artigos contra meu ensaio. Respondi através das páginas de Catolicismo . Daí se seguiu uma polêmica, na qual interveio em apoio à minha obra o periódicoLHomme Nouveau”, de Paris, pela pena de seu colaborador Henri Carton, enquantoTémoignage Chrétien”—turbulento órgão comuno-progressista francês—se colocava ao lado de Czajkowski.

Assim como Reforma AgráriaQuestão de Consciência , também A liberdade da Igreja no Estado comunista  foi escrita em função de um problema concreto. Já então se ia generalizando entre os católicosastutamente propagada—a idéia de que o único obstáculo que os impede de aderir ao regime comunista é que este costuma tolher o exercício do culto. A partir dessa noção gravemente incompleta, foi fácil aos marxistas, simulando respeito à liberdade da Igreja, obter decidido apoio de certos católicos para um hipotético comunismo que deixasse inteira liberdade aos diversos cultos.

Essa manobra propagandística poderia render—e rendeu—ao comunismo incalculáveis benefícios. Pois, na medida em que influenciasse as massas católicas, enfraqueceria ou anularia a oposição que os 800 milhões de católicos existentes no mundo haveriam de fazer ao comunismo.

Em meu ensaio, procurei frustrar essa manobra já em 1963, mostrando que é intrínseco ao regime comunista eliminar ou mutilar muito gravemente o instituto da propriedade privada, o que, por sua vez, é contrário à doutrina da Igreja. Para ser fiel à sua missão, a Igreja não poderia deixar de combater tal regime, ainda que este lhe reconhecesse inteira liberdade de culto. Tal combate criaria um inevitável conflito entre os católicos e qualquer Estado comunista.

Baldeação ideológica inadvertida e diálogo denuncia manobra para debilitar a resistência ideológica dos católicos

Também Baldeação ideológica inadvertida e diálogo alcançou ampla repercussão*.

 

Este ensaio mostra por que forma os comunistas se valem do diálogo para debilitar sub-repticiamente a resistência ideológica de seus adversários, e especialmente a dos católicos. O assuntoversado é por demais sutil e extenso para sequer ser resumido aqui. Uma das observações mais importantes—de ordem práticacontidas nesse estudo é que, por meio do falso diálogo, os comunistas não visam tanto alcançar dos católicos que renunciem explicitamente à , mas que aceitem uma interpretação relativista e evolucionista da doutrina católica. Assim, corrompe-se a , que por sua natureza exige uma certeza incompatível com o estado de dúvida inerente ao relativismo e ao evolucionismo. E, alcançado esse resultado, não é difícil à propaganda comunista induzir os católicos a esperar do diálogo com o comunismo o encontro de uma síntese... a qual bem poderia ser, em último termo, o mesmo comunismo com outra roupagem.




* Este ensaio, publicado pela primeira vez em 1963, teve dez edições em português: Brasil (1963, 7 ed. em 1965, 1967 e 1974); onze em espanhol: Brasil (1963 e 2 ed. em 1964), Chile (1964), Espanha (2 ed. em 1970, 2 ed. em 1971, e outras 2 ed. em 1973) e México (1965); cinco em francês: Brasil (1963, 1964, 1965) e França (1975, 1977); uma em alemão (1965); uma em húngaro (1967); quatro em inglês (1963 e 3 ed. em 1964); duas em italiano (1963 e 1964); e duas em polonês. As edições nestes últimos cinco idiomas foram todas publicadas no Brasil. Essas sucessivas edições atingiram o total de mais de 163.500 exemplares.

* Publicado pela primeira vez em 1965, teve treze edições, sendo cinco em português (4 ed. em 1966 e uma em 1974), uma em alemão (no Brasil, em 1967), seis em espanhol (uma na Argentina em 1966, duas na Espanha em 1966 e 1971, uma no México e duas no Chile em 1985) e uma em italiano (1970). Foi transcrito em nove jornais ou revistas do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos e Portugal, atingindo o total de 136.500 exemplares.




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