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Plinio Corrêa de Oliveira
Auto-retrato filosófico

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  • A Igreja ante a escalada da ameaça comunista—Apelo aos Bispos silenciosos
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A Igreja ante a escalada da ameaça comunista—Apelo aos Bispos silenciosos

Em 1976 publiquei o livro intitulado _ A Igreja ante a escalada da ameaça comunista—Apelo aos Bispos silenciosos*. Constitui esse meu trabalho uma análise marcadamente doutrinária das posições então assumidas pela Hierarquia eclesiástica no Brasil, em favor do comunismo. A pregação claramente pró-comunista de D. Pedro Casaldáliga, Bispo de São Félix do Araguaia, por exemplo.

 

No livro, mostro a imensa transformação que se operou no seio do Episcopado nacional, adversário ferrenho do marxismo até os idos de 1948. Precisamente por essa época, começou uma rotação para a esquerda do Episcopado. A nova orientação recebeu grande impulso quando, em 1952, com a formação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), D. Helder Câmara foi eleito o primeiro secretário-geral desse organismo. Os frutos dessa rotação foram os padres de passeata , as freiras de mini-saia  e os líderes católico -esquerdistas, que apoiaram as agitações comuno-janguistas.

Após 1964, deu-se um expurgo de comunistas em numerosas instituições brasileiras. Os meios católicos, entretanto, permaneceram incólumes. Com isso, as tendências esquerdistas se refugiaram neles. E, assim protegidas, medraram de modo impressionante, a ponto de mais de uma figura do Episcopado nacional se ter transformado—por ação ou por omissão—em valioso esteio dos que se esforçam para comunistizar o Brasil.

Formulei no livro um apelo veemente aos “Bispos silenciosos” para que falassem. Eram eles numerosos e dispunham de prestígio suficiente para salvar o Brasil se simplesmente dessem ampla difusão entre os fiéis dos numerosos documentos pontifícios sobre o assunto.

Paralelamente a essa triste evolução do Episcopado, mostrei a luta—toda ela legal e doutrinária—que, em prol da Igreja e da civilização cristã, vem sendo travada por um grupo de católicos fiéis que se reuniu inicialmente em torno do “Legionário”, depois de Catolicismo , e hoje, já muito avolumado, constitui a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade—TFP.

Esse trabalho eu o quis publicar como estudo introdutório a uma condensação de La Iglesia del Silencio en Chile—La TFP proclama la verdad entera , brilhante best-seller  publicado em janeiro de 1976 pela TFP chilena. Pois existe entre ambos os trabalhos íntima afinidade. Tal afinidade resulta da semelhança de situações entre o Brasil e o Chile no que concerne à atuação da Hierarquia eclesiástica. Lá, ainda mais claramente do que aqui, a maior parte do Episcopado (e não apenas setores dele, como no Brasil) trabalhou pela comunistização do país, como prova com abundância de documentos o referido livro chileno. E isto tanto pela preparação da ascensão de Frei, o  Kerensky chileno *, e posteriormente de Allende à presidência da República, quanto pelo apoio que os Bispos deram a este último durante seu nefasto governo, como ainda pelo esforço que desenvolveram após sua queda, no sentido de fazer retroceder o país irmão para as malhas do comunismo.

 

É bem de ver que, com a ascensão de João Paulo II ao sólio pontifício, em 1978, todo este processo passou por importantes transformações, as quais implicam em ajustes não pequenos nesse quadro, para se descrever como ele atualmente se apresenta.




* Dado a lume em junho de 1976, o livro alcançou quatro edições (duas em 1976 e outras duas em 1977), num total de 51 mil exemplares, vendidos por sócios e cooperadores da TFP em 1.700 cidades de 24 Unidades da nossa Federação.

* Sobre o sentido comunistizante da atuação do ex-presidente do Chile, Eduardo Frei, e da Democracia-Cristã chilena, veja-se Frei, o Kerensky chileno , de Fábio Vidigal Xavier da Silveira. Publicado pela primeira vez em 1967 por Catolicismo  (n° 178/179), teve dez edições, sendo duas em português, sete em espanhol (três na Argentina, uma na Colômbia, uma no Equador e três na Venezuela) e uma em italiano. Teve, também, duas tiragens em Catolicismo  (Brasil) e três em “Cruzada” (Argentina). O diário “La Verdad”, de Caracas, o transcreveu na íntegra, e excertos apareceram em outros três jornais da mesma cidade. O total dessas edições é de 128.800 exemplares.




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