38.
Uma ulterior exigência sublinhada pelos Cardeais e pelos Bispos é
a realização de Sínodos de carácter continental,
na esteira daqueles já celebrados para a Europa e para a
África. A última Conferência Geral do Episcopado
Latino-Americano acolheu, em sintonia com o Episcopado da América do
Norte, a proposta de um Sínodo para as Américas sobre as
problemáticas da nova evangelização em duas partes do
mesmo continente tão diversas entre si pela origem e pela
história, e sobre as temáticas da justiça e das
relações económicas internacionais, tendo em conta a
enorme disparidade entre o Norte e o Sul.
Um
Sínodo com carácter continental parece oportuno para a Ásia,
onde mais acentuada é a questão do encontro do cristianismo com
as antiquíssimas culturas e religiões locais. Grande desafio,
este, para a evangelização, dado que sistemas religiosos como o
budismo ou o induísmo se propõem com um claro carácter
soteriológico. Existe, então, a necessidade urgente, por
ocasião do Grande Jubileu, de um Sínodo que ilustre e aprofunde a
verdade sobre Cristo, como único Mediador entre Deus e os homens e
único Redentor do mundo, distinguindo-o bem dos fundadores de outras grandes
religiões, nas quais, aliás, se encontram elementos de verdade,
que a Igreja considera com sincero respeito, vendo neles um reflexo da Verdade
que ilumina todos os homens.(23) No ano 2000, deverá ressoar, com
renovada intensidade, a proclamação da verdade: « Ecce natus
est nobis Salvator mundi » (Eis que nos nasceu o Salvador do mundo).
Também
para a Oceânia poderia ser útil um Sínodo regional.
Nesse Continente, entre outras coisas, existe o dado de
populações aborígenes, que de modo singular evocam alguns
aspectos da pre-história do género humano. Em tal Sínodo,
pois, um tema a não descurar, a par de outros problemas do Continente,
deveria ser o encontro do cristianismo com aquelas antiquíssimas formas
de religiosidade, que significativamente são caracterizadas por uma
orientação monoteísta.
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