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Nesta perspectiva e recordando que Jesus veio « evangelizar os pobres » (Mt 11,
5; Lc 7, 22), como não sublinhar com maior decisão a opção
preferencial da Igreja pelos pobres e os marginalizados? Antes, deve-se afirmar
que o empenho pela justiça e pela paz num mundo como o nosso, marcado
por tantos conflitos e por intoleráveis desigualdades sociais e
económicas, é um aspecto qualificante da preparação
e da celebração do Jubileu. Assim, no espírito do livro do
Levítico (25, 8-12), os cristãos deverão fazer-se voz de
todos os pobres do mundo, propondo o Jubileu como um tempo oportuno para
pensar, além do mais, numa consistente redução, se
não mesmo no perdão total da dívida internacional, que
pesa sobre o destino de muitas nações. O Jubileu poderá
ainda oferecer a oportunidade para meditar sobre outros desafios do momento,
tais como, por exemplo, as dificuldades de diálogo entre culturas
diversas e as problemáticas ligadas com o respeito dos direitos da
mulher e com a promoção da família e do matrimónio.
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