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Uma enorme riqueza de conteúdos e um novo tom — antes desconhecido — na
apresentação conciliar dos mesmos, constituem como que um
anúncio de tempos novos. Os Padres conciliares falaram com a linguagem
do Evangelho, com a linguagem do Discurso da Montanha e das
Bem-aventuranças. Na mensagem conciliar, Deus é apresentado na
sua soberania absoluta sobre todas as coisas, mas também como garante
da autêntica autonomia das realidades temporais.
Por
conseguinte, a melhor preparação para a passagem
bimilenária não poderá exprimir-se senão pelo
renovado empenho na aplicação, fiel quanto possível, do
ensinamento do Vaticano II à vida de cada um e da Igreja inteira. Com
o Concílio, como que se inaugurou a preparação imediata
para o Grande Jubileu do 2000, no sentido mais amplo da palavra. Se
procurássemos qualquer coisa de análogo na liturgia, poder-se-ia
dizer que a anualliturgia do Advento é o tempo mais
próximo do espírito do Concílio. O Advento prepara-nos, de
facto, para o encontro com Aquele que era, que é, e que continuamente
vem (cf. Ap 4, 8).
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