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Actualmente estamos a viver, no rasto do Ano Mariano e com idêntica
perspectiva, o Ano da Família, cujo conteúdo está
estritamente ligado ao mistério da Encarnação e à
própria história do homem. Pode-se, pois, acalentar a
esperança de que o Ano da Família, inaugurado em Nazaré, se
torne, como o Ano Mariano, uma posterior etapa significativa na
preparação para o Grande Jubileu.
Nesta
perspectiva, dirigi uma Carta às Famílias, onde quis
repropor a substância do ensinamento eclesial sobre a família,
levando-o, por assim dizer, até ao seio de cada lar doméstico. No
Concílio Vaticano II, a Igreja reconheceu como uma das suas tarefas a
valorização da dignidade do matrimónio e da
família.(13) O Ano da Família pretende contribuir para a
actuação do Concílio nesta dimensão. Por isso,
é necessário que a preparação para o Grande Jubileu
passe, em certo sentido, através de cada família. Não
foi porventura através de uma família, a de Nazaré, que o
Filho de Deus quis entrar na história do homem?
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