79. Deste modo, o
domingo constitui o modelo natural para se compreender e celebrar aquelas
solenidades do ano litúrgico, cujo valor espiritual para a
existência cristã é tão grande que a Igreja decidiu
sublinhar a sua importância, impondo aos fiéis a
obrigação de participar na Missa e observar o descanso, mesmo
quando coincidem em dia de semana. (125) O número destas festas
foi variando ao longo das diferentes épocas, tendo em conta as
condições sociais e económicas, o arraigamento delas na
tradição, e ainda o apoio da legislação civil.
(126)
O ordenamento
canónico-litúrgico actual prevê a possibilidade de cada
Conferência Episcopal, em virtude de circunstâncias próprias
do seu país, reduzir a lista dos dias de preceito. Uma eventual
decisão nesse sentido, porém, precisa de ser confirmada por uma
aprovação especial da Sé Apostólica, (127)
e, se fosse o caso da celebração dum mistério do Senhor,
como a Epifania, a Ascensão ou a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo,
tal celebração deve passar para o domingo seguinte, segundo as
normas litúrgicas, para que os fiéis não sejam privados da
meditação do mistério. (128) Os Pastores
procurarão diligentemente encorajar os fiéis a participarem na
Missa também nas festas de certa importância que calham durante a
semana. (129)
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