14. Portanto, o dia do
repouso é tal primariamente porque é o dia « abençoado »
por Deus e por Ele « santificado », isto é, separado dos demais dias
para ser, de entre todos, o « dia do Senhor ».
Para compreender
plenamente o sentido desta « santificação » do sábado na
primeira narração bíblica da criação,
é necessário contemplar o texto no seu conjunto, que mostra com
nitidez como toda a realidade, sem excepção, tem a ver com Deus.
O tempo e o espaço pertencem-Lhe. Ele
não é Deus de um dia só, mas de todos os dias do homem.
Assim, pois, se
Ele « santifica » o sétimo dia com uma bênção
especial e faz dele o « seu dia » por excelência, isto há-de
entender-se precisamente na profunda dinâmica do diálogo de
aliança, melhor, do diálogo « esponsal ». É um
diálogo de amor que, apesar de não conhecer
interrupções, não é monótono: desenrola-se,
de facto, valendo-se das diversas tonalidades do amor, desde as manifestações
ordinárias e indirectas até as mais intensas, que as palavras da
Escritura e, depois, os testemunhos de tantos místicos não temem
descrever com imagens extraídas da experiência do amor nupcial.
|