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Ioannes Paulus PP. II
Dies Domini

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  • CAPÍTULO I DIES DOMINI A celebração da obra do Criador
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15. Na verdade, a vida inteira do homem e todo o seu tempo, devem ser vividos como louvor e agradecimento ao seu Criador. Mas a relação do homem com Deus necessita também de momentos explicitamente de oração, nos quais a relação se torna diálogo intenso, envolvendo toda a dimensão da pessoa. O « dia do Senhor » é, por excelência, o dia desta relação, no qual o homem eleva a Deus o seu canto, tornando-se eco da inteira criação.

Por isso mesmo, é também o dia do repouso: a interrupção do ritmo, muitos vezes oprimente, das ocupações exprime, com a linguagem figurada da « novidade » e do « desprendimento », o reconhecimento da dependência de nós mesmos e do universo de Deus. Tudo é de Deus! O dia do Senhor está continuamente a afirmar este princípio. Assim, o « sábado » da revelação bíblica foi sugestivamente interpretado como um elemento qualificante naquela espécie de « arquitetura sagrada » do tempo que caracteriza a revelação bíblica.(13) Ele nos lembra que a Deus pertencem o universo e a história, e o homem não pode dedicar-se à sua obra de colaboração com o Criador, sem ter constantemente em consideração esta verdade.




13) Cf. A. J. Heschel, The sabbath. Its meaning for modern man (22 ed. 1995), pp. 3-24.






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