VII
– Estação
Jesus cai
pela segunda vez
V. Adorámus
te Christe et benedícimus tibi.
R. Quia per
sanctam Crucem tuam redemísti mundum.
Cair,
estirar-se ao longo do chão, ficar aos pés de todos, dar pública manifestação
de já não ter força, são estas as humilhações a que Vos quisestes sujeitar,
Senhor, para minha lição. De Vós ninguém se condoeu. Redobraram as injúrias e
os maus tratos. E enquanto isto vossa graça solicitava em vão, no íntimo
daqueles corações empedernidos, um movimento de piedade.
Mesmo neste
momento, quisestes continuar vossa Paixão para salvar os homens. Que homens?
Todos, inclusive os que ali estavam, aumentando de todos os modos a vossa dor.
Em meu
apostolado, Senhor, deverei continuar mesmo quando todas as minhas obras
estiverem por terra, mesmo quando todos se conjugarem para atacar-me, mesmo
quando a ingratidão e a perversidade daqueles a quem quis fazer bem se voltem
contra mim.
Não terei a
fraqueza de mudar de caminho para agradá-los. Minhas vias só podem ser as
vossas, isto é, as vias da ortodoxia, da pureza, da austeridade. Mas, nos vossos
caminhos sofrerei por eles. E unidas as minhas dores imperfeitas à vossa dor
perfeita, à vossa dor infinitamente preciosa, continuarei a lhes fazer bem.
Para que se salvem, ou para que as graças rejeitadas se acumulem sobre eles
como brasas ardentes, clamando por punição. Foi o que fizestes com o povo
deicida, e com todos aqueles que até o fim Vos rejeitaram.
Pater Noster.
Ave Maria. Gloria Patri.
V. Miserére
nostri Dómine. R. Miserére nostri.
V. Fidélium
ánimae per misericordiam Dei requiéscant in pace. R. Amen.
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