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8. As
estruturas
A
exigência de qualidade cultural não envolve só as pessoas; refere-se também aos
projetos e às obras através das quais encarnamos a missão. O processo de
elaboração do PEPS tem como primeiro objetivo a significatividade de nossas
intervenções da perspectiva da evangelização, da educação e do influxo sobre a
mentalidade coletiva. Isso não se obtém apenas com a formulação dos escopos
fundamentais. É indispensável o aprofundamento atualizado dos conteúdos e a
atenção metodológica que permitem traçar percursos para atingir os objetivos,
empregar bem os recursos, verificar os resultados.
Dada a
complexidade de certas obras quanto à estrutura e gestão, são necessárias
clareza de organização e capacidade adequada de orientação para ser fiéis à
intenção salesiana do projeto. Não é imaginário o risco de se ficar emaranhado
no aspecto da organização, enfraquecendo a projeção cultural e a finalização
pastoral, especialmente quando se aceita ou se exige a nossa colaboração, mas
não se está aberto à nossa proposta cultural.
Zelo
apostólico, atenção à orientação cultural e competência profissional são
necessários em todas as obras salesianas; algumas, porém, parecem exigi-los com
particular urgência. Refiro-me àquelas presenças que, por diversos motivos,
devem ter uma irradiação maior, comunicam uma mensagem de particular valor ou
atualidade, entram em diálogo cultural e pastoral mais vasto, têm a
possibilidade de envolver outros sujeitos sociais ou eclesiais.
Detenho-me
em algumas, como paradigma, enquanto estendo o olhar a todas as outras.
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