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| Juan E. Vecchi Reitor Mor SDB "Por vós estudo..." IntraText CT - Texto |
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A significatividade da missão educativa Sentimos de maneira premente a exigência de melhores níveis formativos na área preferida da nossa missão: a educação. Devemos, de fato, enfrentar a complexidade e multiplicidade em que os jovens se encontram imersos e os problemas que o ambiente coloca ao crescimento humano e à fé, sabendo ao mesmo tempo fazer frutificar as suas inúmeras possibilidades. A nossa colocação educativa exige, por isso, uma aproximação reflexa da cultura que permita atualizar conteúdos e metodologias para ir ao encontro das questões de sentido e de vida dos jovens. De outra parte, competências adequadas e reconhecidas são hoje exigidas também pela diversificação e complexidade das intervenções educativas, que comportam conhecimentos mais completos e práticas mais consolidadas. Uma fraca qualidade profissional empobrece a proposta educativa, diminui a incidência do nosso trabalho e, agravando-se, poderia tirar-nos fora do campo da educação. Advertimos esse risco sobretudo em alguns âmbitos onde as novidades aparecem mais evidentes, como a comunicação social, o mundo universitário, as áreas da "insatisfação juvenil". Sente-se, também, a urgência nos novos contextos, em que nos estamos inserindo com espírito e critério missionário e que poderiam parecer mais simples do ponto de vista educativo, de criar programas adequados à situação e inculturar a nossa metodologia pedagógica, superando a simples transposição de conteúdos e métodos pensados para outras áreas. Inculturação e qualidade empenham as comunidades educativas locais, os organismos inspetoriais, os Centros de reflexão e estudo. O aumento de competência parece indispensável em todas as frentes. Embora sabendo que, às vezes, devemos responder às urgências com realismo, e que sempre estejamos dispostos a fazê-lo, deve-se afirmar que as nossas possibilidades futuras no campo educativo serão jogadas na qualidade. Por isso, se é verdade que às vezes "o ótimo pode ser inimigo do bom" ("melhor um pouco do que nada"), é também verdade que não nos podemos expor a uma forma geral de pastoral e educação que corra o risco de desqualificar-se e não atingir as finalidades do nosso serviço Isso vale também na área mais estritamente pastoral. Ela comporta um controle maior dos conhecimentos específicos, adquiridos de forma suficiente, revisitados e ampliados continuamente, e uma realização mais profissional dos compromissos ministeriais. Dirigir consciências, animar cristãmente comunidades, oferecer a Palavra de Deus conforme o que ela diz e as situações humanas que se vivem, iluminar as interrogações éticas, propor o Evangelho, formar à oração e à celebração, orientar à experiência de Deus são coisas que exigem fervor e alma, mas também sabedoria adquirida através da reflexão e do estudo. Acrescentem-se ainda as novas dimensões da pastoral, que se tornaram praticamente universais: ecumenismo, diálogo inter-religioso e com os não crentes, uso da comunicação social que se torna púlpito à mão da maioria, participação no debate público sobre tantas questões. A pastoral compreende não só a organização e a ação imediata, como também a reflexão sobre as opções a fazer como comunidade cristã e as orientações a serem sugeridas a cada um na complexidade da vida e, portanto, a capacidade de discernimento, de iluminação, de anúncio. Parece, pois, indispensável uma formação cultural e profissional sólida, como componente da espiritualidade. O Sínodo sobre a formação sacerdotal insistiu com vigor nesse ponto, além daquilo que foi apresentado acima sobre a vida consagrada. É o caso de ouvir de novo alguma expressão da Pastores dabo vobis, porque nos assegura que estamos realmente na onda da Igreja. "Se já cada cristão - escrevem os Padres sinodais - deve estar pronto a defender a fé e a "dar a razão da esperança que vive em nós" (cf. 1 Ped 3, 15), com muito maior razão os candidatos ao sacerdócio e os presbíteros devem manifestar um diligente cuidado pelo valor da formação intelectual na educação e na atividade pastoral, dado que, para a salvação dos irmãos e irmãs, devem procurar um conhecimento cada vez mais profundo dos mistérios divinos. Além disso, a situação atual, profundamente marcada pela indiferença religiosa e ao mesmo tempo por uma difusa desconfiança relativamente às reais capacidades da razão para atingir a verdade objetiva e universal, e pelos problemas e questões inéditos provocados pelas descobertas científicas e tecnológicas, exige prementemente um nível excelente de formação intelectual, que torne os sacerdotes capazes de anunciar, exatamente num tal contexto, o imutável Evangelho de Cristo, e torná-lo digno de credibilidade diante das legítimas exigências da razão humana".
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