2. Rápido, universal e constante
foi o acolhimento do exemplo da sua vida e da sua doutrina evangélica no
nosso século. Quase à imitação da sua precoce
maturação espiritual, a sua santidade foi reconhecida pela Igreja
no espaço de poucos anos. Com efeito, a 10 de Junho de 1914 Pio X
assinava o decreto de introdução da causa de
beatificação; a 14 de Agosto de 1921 Bento XV declarava a
heroicidade das virtudes da Serva de Deus, pronunciando nessa ocasião um
discurso sobre a via da infância espiritual; e Pio XI proclamava-a Beata
a 29 de Abril de 1923. Pouco mais tarde, no dia 17 de Maio de 1925, o mesmo
Papa diante de uma imensa multidão, canonizava-a na Basílica de
São Pedro, pondo em evidência o esplendor das suas virtudes, assim
como a originalidade da sua doutrina; e dois anos depois, a 14 de Dezembro de
1927, acolhendo o pedido de muitos Bispos missionários, proclamava-a,
juntamente com São Francisco Xavier, Padroeira das missões.
A partir desses reconhecimentos, a
irradiação espiritual de Teresa do Menino Jesus cresceu na Igreja
e dilatou-se no mundo inteiro. Muitos institutos de vida consagrada e
movimentos eclesiais, especialmente nas jovens Igrejas, escolheram-na como
padroeira e mestra, inspirando-se na sua doutrina espiritual. A sua mensagem,
muitas vezes sintetizada na chamada «pequena via», que não é
senão a via evangélica da santidade para todos, foi objecto de
estudo por parte de teólogos e cultores da espiritualidade.
Foram erguidos e dedicados ao Senhor, sob o patrocínio
da Santa de Lisieux, catedrais, basílicas, santuários e igrejas
em todo o orbe. O seu culto é celebrado pela Igreja Católica nos
diversos ritos do Oriente e do Ocidente. Muitos fiéis puderam
experimentar a força da sua intercessão. Muitos, chamados ao
ministério sacerdotal ou à vida consagrada, especialmente nas
missões e no claustro, atribuem a graça divina da
vocação à sua intercessão e ao seu exemplo.
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