3. De resto, o facto de
Maria Santíssima, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, não
ter recebido a missão própria dos Apóstolos nem o
sacerdócio ministerial, mostra claramente que a não
admissão das mulheres à ordenação sacerdotal
não pode significar uma sua menor dignidade nem uma
discriminação a seu respeito, mas a observância fiel de uma
disposição que se deve atribuir à sabedoria do Senhor do
universo.
A
presença e o papel da mulher na vida e na missão da Igreja, mesmo
não estando ligados ao sacerdócio ministerial, permanecem, no
entanto, absolutamente necessários e insubstituíveis. Como foi
sublinhado pela mesma Declaração Inter Insigniores,
"a Santa Madre Igreja auspicia que as mulheres cristãs tomem plena
consciência da grandeza da sua missão: o seu papel será de
capital importância nos dias de hoje, tanto para o renovamento e
humanização da sociedade, quanto para a redescoberta, entre os
fiéis, da verdadeira face da Igreja" (10) Os Livros do Novo
Testamento e toda a história da Igreja mostram amplamente a
presença na Igreja de mulheres, verdadeiras discípulas e
testemunhas de Cristo na família e na profissão civil, para
além da total consagração ao serviço de Deus e do
Evangelho. "A Igreja defendendo a dignidade da mulher e a sua
vocação, expressou honra e gratidão por aquelas que -
fiéis ao Evangelho - em todo o tempo participaram na missão
apostólica de todo o Povo de Deus. Trata-se de santas mártires,
de virgens, de mães de família, que corajosamente deram
testemunho da sua fé e, educando os próprios filhos no
espírito do Evangelho, transmitiram a mesma fé e a tradição
da Igreja" (11)
Por outro lado,
é à santidade dos fiéis que está totalmente
ordenada a estrutura hierárquica da Igreja. Por isso, lembra a
Declaração Inter Insigniores, "o único carisma
superior, a que se pode e deve aspirar, é a caridade (cfr 1 Cor 12-13). Os maiores no Reino dos céus não
são os ministros, mas os santos" (12)
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