2. O meu olhar dirige-se para a Orientale lumen que
resplandece de Jerusalém (cf. Is 60, 1; Ap 21, 10), a cidade na qual o
Verbo de Deus, feito homem para a nossa salvação, hebreu «nascido
da descendência de David» (Rm 1, 3; 2 Tm 2, 8), morreu e ressuscitou.
Naquela cidade santa, quando chegou o dia de Pentecostes e «se encontravam
todos reunidos no mesmo lugar» (Act 2, 13), o Espírito Paráclito
foi enviado sobre Maria e os discípulos. De lá, a Boa Nova foi
irradiada pelo mundo, porque, cheios do Espírito Santo, «anunciavam a
Palavra de Deus com desassombro» (Act 4, 31). De lá, da mãe de
todas as Igrejas 3, o Evangelho foi pregado a todas as nações,
muitas das quais se gloriam de ter tido num dos apóstolos a primeira
testemunha do Senhor 4. Naquela cidade, as mais variadas culturas e
tradições encontraram hospitalidade no nome do único Deus
(cf. Act 2, 9-11). Dirigindo-nos a ela com saudade e gratidão,
encontramos a força e o entusiasmo para intensificar a procura da
harmonia naquela autenticidade e pluriformidade que permanece o ideal da Igreja
5.
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