Encontrar-se,
conhecer-se, trabalhar juntos
22. Grande é o meu desejo de que as
palavras que São Paulo dirigia do Oriente aos fiéis da Igreja de
Roma, ressoem hoje nos lábios dos cristãos do Ocidente a respeito
dos seus irmãos das Igrejas Orientais: «Em primeiro lugar, dou
graças ao meu Deus, por Jesus Cristo, a respeito de vós, porque a
vossa fé é conhecida em todo o mundo» (Rm 1, 8). E logo depois o
Apóstolo das Gentes declarava com entusiasmo o seu propósito: «Na
verdade, desejo-vos ver, para vos comunicar alguma graça espiritual, a
fim de vos fortalecer, ou antes, para convosco me reconfortar no meio de
vós, pela fé que nos é comum a vós e a mim» (Rm 1,
11-12). Eis, portanto, delineada admiravelmente a dinâmica do encontro: o
conhecimento dos tesouros de fé dos outros — que procurei descrever —
produz espontaneamente o estímulo para um novo e mais íntimo
encontro entre irmãos, que seja de autêntico e sincero
intercâmbio recíproco. É um estímulo que o
Espírito suscita constantemente na Igreja e que se torna mais insistente
precisamente nos momentos de maior dificuldade.
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