25. Para além do conhecimento, julgo muito
importante o contacto recíproco. A este propósito, faço
votos por que uma acção particular seja exercida pelos mosteiros,
precisamente pelo papel muito especial que reveste a vida monástica no
interior das Igrejas, e pelos muitos pontos que unem a experiência
monástica, e portanto a sensibilidade espiritual, no Oriente e no
Ocidente. Uma outra forma de encontro é constituída pelo
acolhimento de docentes e estudantes ortodoxos nas Universidades
Pontifícias e outras instituições académicas
católicas. Continuaremos a fazer todo o possível para que tal
acolhimento possa assumir maiores proporções. Que Deus
abençoe, também, o nascimento e o desenvolvimento de lugares
destinados precisamente à hospitalidade dos nossos irmãos do
Oriente, também nesta cidade de Roma, que guarda a memória viva e
comum dos chefes dos apóstolos e de tantos mártires.
É importante que as iniciativas de
encontro e intercâmbio envolvam da maneira e forma mais ampla as
comunidades eclesiais: sabemos, por exemplo, quão positivas podem
resultar iniciativas de contacto entre paróquias, como que «geminadas»
por um recíproco enriquecimento cultural e espiritual, mesmo no
exercício da caridade.
Considero de modo muito positivo as
iniciativas de peregrinações comuns aos lugares onde a santidade
se manifestou de maneira particular, recordando homens e mulheres que, em todos
os tempos, enriqueceram a Igreja com o sacrifício da própria
vida. Neste sentido, seria, portanto, um acto de grande significado chegar ao
reconhecimento comum da santidade daqueles cristãos que, nos
últimos decénios, em particular nos países do Leste
europeu, derramaram o sangue pela única fé em Cristo.
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