26. Um pensamento particular vai também para
os territórios da diáspora onde vivem, no âmbito de maioria
latina, muitos fiéis das Igrejas Orientais que deixaram as suas terras
de origem. Estes lugares, onde é mais fácil o contacto sereno no
interior de uma sociedade pluralista, poderiam ser o ambiente ideal para melhorar
e intensificar a colaboração entre as Igrejas na
formação dos futuros sacerdotes, nos projectos pastorais e
caritativos, inclusive em proveito das terras de origem dos Orientais.
Aos Ordinários latinos daqueles
Países, recomendo de maneira particular o estudo atento, a plena
compreensão e a fiel aplicação dos princípios
enunciados por esta Sé Apostólica sobre a
colaboração ecuménica 65 e sobre os cuidados pastorais dos
fiéis das Igrejas Orientais Católicas, sobretudo quando estes se
encontram desprovidos de uma Hierarquia própria.
Convido os Hierarcas e o clero oriental
católico a uma colaboração estreita com os
Ordinários latinos para uma pastoral eficaz, que não seja
fragmentária, sobretudo quando a sua jurisdição se estende
por territórios muito vastos onde a falta de colaboração
significa, efectivamente, isolamento. Que os Hierarcas orientais
católicos não descurem nenhum meio para favorecer um clima de
fraternidade, de estima recíproca e sincera, e de colaboração
com os seus irmãos das Igrejas às quais não nos une ainda
uma comunhão plena, em particular em relação
àqueles que pertencem à mesma tradição eclesial.
No Ocidente, onde não houver
sacerdotes orientais para assistir os fiéis das Igrejas Orientais
Católicas, os Ordinários latinos e os seus colaboradores envidem
esforços para que aumentem naqueles fiéis a consciência e o
conhecimento da própria tradição, e sejam chamados a
cooperar activamente, com o seu contributo específico, para o
crescimento da comunidade cristã.
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