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negrito = Texto principal
Parágrafo cinza = comentário
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2 23 | Vaticano, 22 de Fevereiro de 1997, Festa da Cátedra de São
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16 12 | nobres das produções, e abandonar-se à superficialidade, ao mau
17 11 | política a candidatos ou grupos abastados, e exige que os aspirantes
18 15 | publicidade não afirma o que é abertamente falso, mas pode deturpar
19 13 | contraceptivos, tudo quanto promove o aborto, os produtos perigosos para
20 22 | católicas. Este ensino deveria abranger uma formação a respeito
21 16 | Impõe-se uma « exigência absoluta » que a publicidade respeite «
22 14 | uso recto destes meios é absolutamente necessário que todos os
23 23 | Neste testemunho ao carácter absoluto do bem moral, os cristãos
24 9 | vezes são-no, como os que acabámos de mencionar, pode ter de
25 14 | se ela estimula às más acções, autodestruidoras e destruidoras
26 13 | de maneira respeitosa e aceitável, mas esta prática é perniciosa
27 15 | duma prática reconhecida e aceite, isso pode ser lícito. Existe
28 5 | eticamente responsável, que acelera o crescimento económico
29 13 | pornografia e a violência acessíveis ao grande público, inclusive
30 9 | os anúncios publicitários aconselham produtos nocivos ou totalmente
31 23 | danos, como muitas vezes acontece, às pessoas e ao bem comum.
32 11 | democrático também pode acontecer quando, em vez de ser um
33 2 | mundo. Ela diferencia-se de acordo com o público a que se destina,
34 4 | talento e de dinheiro — uma actividade sobretudo parasitária. Nesta
35 17 | problemas e preocupações actuais relacionados com a publicidade.
36 23 | importante na sociedade actual, sobretudo no funcionamento
37 21 | empenhar-se em manter o público actualizado acerca do mundo da publicidade.
38 [Título]| ALGUMAS MEDIDAS A SEREM ADOPTADAS~
39 18 | suscitar grandes tentações de adoptar comportamentos privados
40 23 | socialmente prejudiciais e a adoptarem regras éticas de elevada
41 2 | comuns, e — este fenómeno adquire hoje uma importância crescente —
42 1 | incontestável. Se os mass media adquirem em toda a parte importância,
43 13 | último quarto de século adquiriram uma amplitude nova e passaram
44 2 | da que é concebida para adultos bem informados.~Na publicidade,
45 11 | as ideias e o passado dos adversários, dasacreditando injustamente
46 3 | Esta selecção opõe-se à afirmação que defende que a publicidade
47 10 | Este é um grave abuso e uma afronta à dignidade humana e ao
48 19 | eles. « Pertence, pois, às agências e aos operadores de publicidade,
49 10 | atraiçoaria o seu papel de agente de informação se fizesse
50 3 | dos comerciais. Quanto aos agentes publicitários, eles procuram
51 7 | estimulando as pessoas a agirem positivamente em benefício
52 7 | humorística, de bom gosto e agradável. Algumas publicidades são
53 10 | o bem comum. O problema agrava-se particularmente quando estão
54 10 | vias de desenvolvimento, agravando as crises sócioeconómicas
55 12 | destruidores. Considere-se também o agravo cultural, infligido a estas
56 19 | deveriam organizar-se e agrupar-se em associações destinadas
57 5 | sadio e eficaz para uma ajuda recíproca entre os homens ».
58 10 | idolatria" do mercado » que, ajudada e favorecida pela publicidade,
59 14 | simplesmente duas opções. Ou eles ajudam as pessoas a compreender
60 5 | que já existem no mercado, ajudando-os, enquanto consumidores,
61 11 | política tanto pode apoiar e ajudar o funcionamento do processo
62 8 | Mensagem evangélica de modo ajustado às expectativas e às necessidades
63 3 | publicitários, eles procuram alcançar um vasto público. Os meios
64 7 | comunidade. A publicidade pode alegrar a existência sendo simplesmente
65 12 | é satisfazer os apetites alheios de prazer ou de poder! Quantas
66 10 | mass media pode até ser alterado sob a pressão dos publicitários.
67 17 | recursos e saqueando o meio ambiente, causa graves prejuízos
68 1 | comportamento. Estes são âmbitos que fazem parte da competência
69 2 | com muita frequência estão ambos presentes.~É bom não confundir
70 12 | notável para a "civilização do amor"! ».19~
71 13 | de século adquiriram uma amplitude nova e passaram a constituir
72 23 | 23. Contudo, em última análise, onde existe a liberdade
73 6 | contributo à democracia análogo ao que proporciona ao bem-estar
74 17 | insatisfatórias e, com o andar do tempo, desprezíveis.
75 16 | querer aproveitar-se das suas angústias, para as persuadir a consagrarem
76 11 | honesta das ideias e dos antecedentes dos candidatos, a propaganda
77 17 | forma própria e um destino anterior que Deus lhe deu, e que
78 2 | publicidade é apenas um anúncio público que se destina a
79 9 | rápido balanço: « Se... os anúncios publicitários aconselham
80 12 | objectivo é satisfazer os apetites alheios de prazer ou de
81 13 | meios de comunicação social aplica-se também a algumas formas
82 14 | princípios morais que se aplicam especificamente à publicidade,
83 7 | conteúdos mediáticos. Fazem-no apoiando as produções de qualidade
84 11 | publicidade política tanto pode apoiar e ajudar o funcionamento
85 18 | estruturas externas e regras que apoiem e encoragem um exercício
86 23 | da Cátedra de São Pedro Apóstolo.~+ John P. Foley~Presidente~+
87 10 | estatuto social, moda, « sex appeal », etc., em vez de apresentar
88 10 | informação se fizesse uma apresentação deformada da realidade e
89 12 | da vida profissional, é apresentado como uma caricatura masculina,
90 10 | appeal », etc., em vez de apresentar as diferenças que dizem
91 15 | comunicado « de maneira justa e apropriada ».25~De facto, a publicidade,
92 5 | hoje « o instrumento mais apropriado para dinamizar os recursos
93 16 | desfavorecidas, parece querer aproveitar-se das suas angústias, para
94 1 | a intenção providencial, aproximam os povos, « pondo-se assim
95 | aqueles
96 17 | Pensa que pode dispor arbitrariamente da terra, submetendo-a sem
97 22 | parte central do grande « areópago » moderno, no qual se partilham
98 7 | popular, cuja vivacidade e arrebatamento são únicos no seu género.~
99 7 | publicidades são obras de arte popular, cuja vivacidade
100 13 | governos para o controle artificial dos nascimentos, o chamado
101 10 | necessidades que foram criadas artificialmente. Deste modo, grande parte
102 12 | negligenciar os valores artísticos e morais nobres das produções,
103 11 | abastados, e exige que os aspirantes a um cargo público comprometam
104 6 | da democracia, enquanto assegura a participação dos cidadãos
105 | assim
106 8 | tolerância, de compaixão, de assistência ao próximo, de caridade
107 14 | comportamento num âmbito sedutor, associando-os a personagens que estão
108 14 | o "Princípio" que, tendo assumido a natureza humana, a ilumina
109 10 | impedir que não sejam tratados assuntos incómodos ou inoportunos
110 10 | 10. A publicidade atraiçoaria o seu papel de agente de
111 8 | produção cinematográfica e audiovisual católicos, etc. Mas ela
112 5 | novos lugares de trabalho, o aumento do rendimento e um nível
113 3 | duma região. Por exemplo, a ausência na publicidade de determinados
114 23 | legítimo não só de organismos auto-reguladores do sector e dos grupos de
115 14 | estimula às más acções, autodestruidoras e destruidoras duma autêntica
116 11 | comprometam a sua integridade e autonomia, dependendo dos fundos de
117 23 | entre outros, publicando avisos correctivos, indemnizando
118 2 | fenómeno local, ou até de « bairro » — ou, ao contrário, muito
119 16 | desfrutassem as tendências mais baixas do homem, ou se comprometesse
120 11 | desperta mais as emoções e dos baixos instintos das pessoas, o
121 5 | conformes às normas morais baseadas no desenvolvimento integral
122 16 | humana ».28~Este problema é bastante grave quando diz respeito
123 8 | instituições sociais de beneficência, mesmo as de carácter religioso,
124 [Título]| c) Benefícios culturais da publicidade~
125 4 | um importante potencial benéfico ao serviço do bem, que por
126 5 | humano. « A Igreja vê com benevolência não só o evoluir da capacidade
127 4 | vezes se concretiza. Vejamos brevemente como isto se realiza.~
128 12 | frequência, a publicidade tende a caracterizar de modo ofensivo certos
129 11 | exige que os aspirantes a um cargo público comprometam a sua
130 12 | é apresentado como uma caricatura masculina, uma negação dos
131 23 | Fevereiro de 1997, Festa da Cátedra de São Pedro Apóstolo.~+
132 8 | cinematográfica e audiovisual católicos, etc. Mas ela diz respeito
133 17 | saqueando o meio ambiente, causa graves prejuízos à ecologia. «
134 10 | desenvolvimento. Mas pode também causar-lhes grave prejuízo, se a publicidade
135 2 | instituições, programas ou causas comuns, e — este fenómeno
136 22 | deles consumidores pouco cautelosos de mensagens e espectáculos.
137 12 | vezes, os comunicadores cedem à tentação de ignorar as
138 10 | prática duma publicidade centrada na « marca » comercial levanta
139 22 | comunicação constituem uma parte central do grande « areópago » moderno,
140 10 | durante decénios por sistemas centralizados e controlados pelo Estado —
141 14 | particulares relacionados com a chamada publicidade indirecta, que
142 13 | artificial dos nascimentos, o chamado preservativo, e outras praxes
143 23 | próprios publicitários são chamados a garantir uma gestão da
144 1 | deste fenómeno.~Queremos chamar a atenção para as contribuições
145 2 | garantir que os bens de consumo cheguem do produtor ao consumidor),
146 6 | assegura a participação dos cidadãos nas opções políticas e garante
147 23 | humano e ao bem comum.0~Cidade do Vaticano, 22 de Fevereiro
148 8 | televisuais, a produção cinematográfica e audiovisual católicos,
149 17 | verdadeira e justa e da livre circulação das ideias que favorecem
150 13 | contrários às normas morais. Citamos, a título de exemplo, a
151 15 | Catecismo da Igreja Católica, ao citar o Concílio Vaticano II,
152 12 | modo tão notável para a "civilização do amor"! ».19~
153 15 | também hoje publicidade clara e deliberadamente enganadora.
154 16 | categorias de pessoas ou a classes sociais particularmente
155 2 | informações, a atrair a clientela ou a suscitar uma determinada
156 8 | ela diz respeito também à colaboração eclesial no seio dos mass
157 17 | própria de cada comunidade, a começar pela família e pelas sociedades
158 13 | âmbito dos países ricos, começou, com a comunicação moderna,
159 5 | expansão dos negócios e do comércio, favorecendo a criação de
160 9 | indivíduos e na sociedade.~Communio et progressio fez, a este
161 1 | âmbitos que fazem parte da competência da Igreja e dos quais ela
162 11 | preço da propaganda limita a competição política a candidatos ou
163 3 | garante o bem-estar e a completa realização de si.~A publicidade
164 2 | ou, ao contrário, muito complexo, obrigando a investigações
165 13 | humana que evidenciam a componente mais torpe da natureza humana
166 3 | confere aos publicitários comporta sérias responsabilidades
167 14 | que incitam as pessoas a comportarem-se duma determinada maneira.
168 3 | função do seu número e da sua composição demográfica. Esta dependência
169 12 | renda, hábitos em matéria de compra e de consumo, etc.) do género
170 15 | pela caridade — completo... compreendida a obrigação de evitar qualquer
171 22 | empreendidos pela Igreja, compreendidas as escolas católicas. Este
172 12 | feminina, da compaixão e da compreensão, que contribuem de modo
173 16 | seus pais para que lhes comprem produtos que não lhes proporcionam
174 11 | aspirantes a um cargo público comprometam a sua integridade e autonomia,
175 16 | mais baixas do homem, ou se comprometesse a sua capacidade de reflectir
176 10 | maneira irresponsável, que as comunidades, que se esforçam por sair
177 2 | instituições, programas ou causas comuns, e — este fenómeno adquire
178 2 | substancialmente diferentes da que é concebida para adultos bem informados.~
179 17 | responsabilidade social é um conceito tão vasto, que podemos recordar
180 14 | de modo particular no que concerne à publicidade.~Perante esta
181 18 | profissionais da publicidade: conciências sensíveis ao próprio dever
182 [Título]| V~CONCLUSÃO: ALGUMAS MEDIDAS A SEREM
183 10 | vendidos por marcas comerciais concorrentes. Então a publicidade procura
184 4 | do bem, que por vezes se concretiza. Vejamos brevemente como
185 19 | estabelecidos, de modo a obter o concurso do público para o seu ulterior
186 4 | invariavelmente negativos. Condenam a publicidade como perda
187 13 | são velhas realidades da condição humana que evidenciam a
188 14 | totalmente consciente de ser condicionado. As técnicas em questão
189 3 | media e o poder que ela confere aos publicitários comporta
190 8 | seio dos mass media não confessionais. Os meios de comunicação
191 9 | sociedade e perdem o crédito e confiança. Por outro lado, estimular
192 13 | problema, que antes permanecia confinado ao âmbito dos países ricos,
193 23 | não estão sós: encontram confirmação no sentido moral dos povos
194 12 | países ricos, e estão em conflito com os tradicionais valores
195 14 | todos os seres se devem conformar, porque ela está « inscrita
196 19 | dos publicitários permite conformar-se estreitamente com eles. «
197 5 | do mundo, e que — se são conformes às normas morais baseadas
198 4 | formas, se vêem no entanto confrontadas com uma sociedade, com uma
199 13 | social. Enquanto cresce a confusão a respeito das normas morais,
200 14 | todos os que se servem deles conheçam e levem à prática, neste
201 6 | que o público ainda não conhece.~
202 19 | oferecem como veículo, fazer conhecer, seguir e aplicar os códigos
203 17 | das ideias que favorecem o conhecimento e o respeito dos outros ».
204 3 | seu lado, no esforço por conquistar o público para os publicitários,
205 16 | angústias, para as persuadir a consagrarem uma boa parte dos seus magros
206 14 | que a chama a « formar a consciência, fazendo-a objecto de contínua
207 23 | incorrectas, os publicitários conscienciosos deveriam fazer sacrifícios
208 14 | da liberdade humana: ela consente uma autêntica resposta moral,
209 17 | a solidariedade é uma « consequência duma comunicação verdadeira
210 4 | Alguns observadores críticos consideram esta situação em termos
211 12 | seus modelos destruidores. Considere-se também o agravo cultural,
212 10 | deveres da sua profissão consiste em « criar » a necessidade
213 23 | Onde se difundiram e se consolidaram práticas incorrectas, os
214 17 | pelo de ser e de crescer, consome de maneira excessiva e desordenada
215 8 | católicas seguissem « com constante atenção o desenvolvimento
216 22 | os meios de comunicação constituem uma parte central do grande «
217 13 | amplitude nova e passaram a constituir um sério problema social.
218 14 | definitivamente nos seus elementos constitutivos e no seu dinamismo de caridade
219 8 | e à educação, mensagens construtivas e proveitosas, que educam
220 23 | pode desempenhar um papel construtivo, o que se verifica com frequência,
221 2 | consumo cheguem do produtor ao consumidor), ou com relações públicas (
222 10 | para ser mais, mas para consumir a existência no prazer,
223 4 | pessoas que não estão em contacto directo com a publicidade
224 19 | necessário que entre eles se contassem moralistas e eclesiásticos,
225 14 | verdade e ao bem ».23 Neste contexto, oferecem-se aos mass media
226 14 | consciência, fazendo-a objecto de contínua conversão à verdade e ao
227 13 | publicidade em favor dos contraceptivos, tudo quanto promove o aborto,
228 1 | procedimentos e as práticas que se contrapõem a tais valores. O tema da
229 13 | atitudes e comportamentos contrários às normas morais. Citamos,
230 12 | compaixão e da compreensão, que contribuem de modo tão notável para
231 1 | chamar a atenção para as contribuições positivas que a publicidade
232 10 | sistemas centralizados e controlados pelo Estado — é tornado
233 13 | financiadas pelos governos para o controle artificial dos nascimentos,
234 15 | estilos próprios, os quais convém ter em conta quando se fala
235 10 | persuadir e motivar, para convencer as pessoas a agir duma determinada
236 15 | de expressão, tem as suas convenções e estilos próprios, os quais
237 14 | fazendo-a objecto de contínua conversão à verdade e ao bem ».23
238 23 | À luz destas reflexões, convidamos os profissionais da publicidade,
239 14 | está « inscrita nos seus corações » (Rm. 2, 15) e inclui os
240 23 | outros, publicando avisos correctivos, indemnizando as partes
241 17 | espirituais.31 A comunicação que corresponde a este princípio é, entre
242 10 | desenvolver economias de mercado correspondentes às necessidades e aos interesses
243 5 | dinamizar os recursos e corresponder eficazmente às necessidades »
244 23 | pessoais significativos para as corrigir. Mas as pessoas que desejam
245 13 | a comunicação moderna, a corromper os valores morais das nações
246 4 | completamente nociva e fonte de corrupção, tanto para os indivíduos
247 14 | exploração, pervertidos ou corruptos, a fim de persuadir ou motivar.
248 20 | causar graves prejuízos aos costumes públicos e aos progressos
249 9 | prejudicam a sociedade e perdem o crédito e confiança. Por outro lado,
250 13 | problema social. Enquanto cresce a confusão a respeito das
251 17 | do que pelo de ser e de crescer, consome de maneira excessiva
252 5 | comércio, favorecendo a criação de novos lugares de trabalho,
253 22 | mensagem nesta "nova cultura", criada pelas modernas comunicações »
254 10 | de necessidades que foram criadas artificialmente. Deste modo,
255 10 | desenvolvimento, agravando as crises sócioeconómicas e prejudicando
256 15 | como ponto de partida, como critério de discernimento, de julgamento,
257 1 | suas motivações, aos seus critérios de escolha e de comportamento.
258 1 | formas de empenho humano, e critica os procedimentos e as práticas
259 21 | ela deveria examinar e criticar regularmente as prestações
260 4 | desta opinião, apesar destas críticas não serem completamente
261 4 | géneros.~Alguns observadores críticos consideram esta situação
262 10 | publicidade, ignora este facto crucial.17~
263 | cuja
264 | cujas
265 | cujo
266 | cujos
267 16 | terceira idade ou às pessoas culturalmente desfavorecidas, parece querer
268 12 | tradicionais valores sadios das culturas locais. Actualmente, este
269 3 | Na publicidade comercial dá-se quase inevitavelmente a
270 | daquela
271 | daquilo
272 23 | responsabilidade social. Desta forma, darão um contributo particular
273 11 | passado dos adversários, dasacreditando injustamente a sua reputação.
274 10 | membros mais pobres e mais débeis da sociedade. É preciso
275 13 | torpe da natureza humana decaída pelo pecado. Durante o último
276 10 | terem sido dominados durante decénios por sistemas centralizados
277 16 | capacidade de reflectir e de decidir ».27 Estes abusos não são
278 10 | procura estimular as pessoas a decidirem-se com base em motivações irreais: «
279 4 | 4. À publicidade são dedicados grandes recursos humanos
280 3 | opõe-se à afirmação que defende que a publicidade é unicamente
281 14 | natureza humana, a ilumina definitivamente nos seus elementos constitutivos
282 10 | sociedade de consumo », como a definiu o Papa João Paulo II ao
283 12 | superficialidade, ao mau gosto e à degradação moral.~Por vezes, os comunicadores
284 1 | que, por outro lado, não deixa de fornecer. Desejamos também
285 4 | perspectiva, a publicidade não só deixaria de ter qualquer valor intrínseco,
286 10 | sejam influenciadas e se deixem guiar por um profundo desejo
287 19 | eclesiásticos, como também delegados de associações de compradores.
288 23 | difundida. Além disso, como aqui delineamos, estamos persuadidos de
289 6 | responsáveis no seio das democracias podem impedir as tentações
290 3 | número e da sua composição demográfica. Esta dependência financeira
291 12 | se enquadram nas normas demográficas (idade, educação, renda,
292 1 | Indicaremos alguns princípios deontológicos que se podem aplicar a esta
293 3 | composição demográfica. Esta dependência financeira dos mass media
294 11 | integridade e autonomia, dependendo dos fundos de grupos de
295 12 | publicidade é um abuso frequente e deplorável. « Quantas vezes ela é tratada
296 18 | responsável da publicidade e que desanimem os irresponsáveis.~
297 10 | parte dos seus recursos são desaproveitados, ficando relegado, para
298 10 | orientada ao ter e não ao ser, e deseja ter mais não para ser mais,
299 23 | corrigir. Mas as pessoas que desejam fazer o que é moralmente
300 10 | II ao dizer: « Não é mal desejar uma vida melhor, mas é errado
301 5 | novos serviços rezoavelmente desejáveis, bem como do aperfeiçoamento
302 16 | às pessoas culturalmente desfavorecidas, parece querer aproveitar-se
303 16 | os pobres e os indivíduos desfavorecidos no plano cultural. Uma boa
304 16 | crianças, parece querer desfrutar a sua ingenuidade e o seu
305 16 | que seriam violados se se desfrutassem as tendências mais baixas
306 17 | consome de maneira excessiva e desordenada os recursos da terra e da
307 17 | estilo de vida desregrado, desperdiçando os recursos e saqueando
308 11 | verifica-se quando a propaganda desperta mais as emoções e dos baixos
309 9 | artigos de luxo, podem ficar desprevenidos para as necessidades fundamentais.
310 17 | e, com o andar do tempo, desprezíveis. Os publicitários, bem como
311 17 | encoraja um estilo de vida desregrado, desperdiçando os recursos
312 13 | explora a religião ou quando a desrespeita. No segundo caso, a publicidade
313 | desses
314 | destes
315 19 | agrupar-se em associações destinadas a velar sobre os seus interesses,
316 2 | públicas (o esforço sistemático destinado a criar um perfil público
317 17 | exprime uma visão falsa e destruidora da pessoa humana, nefasta
318 12 | consumo e dos seus modelos destruidores. Considere-se também o agravo
319 23 | dispostas a suportar prejuízos e desvantagens pessoais, em vez de praticar
320 12 | pondo-os numa situação desvantajosa em relação a outros. Isto
321 17 | destino anterior que Deus lhe deu, e que o homem pode, sim,
322 9 | fundamentais. Sobretudo deve-se evitar a publicidade que
323 10 | publicitários afirmam que um dos deveres da sua profissão consiste
324 1 | É neste espírito que ela dialoga com os comunicadores. De
325 2 | multimediáticas através do mundo. Ela diferencia-se de acordo com o público
326 10 | Estado — é tornado mais difícil pela publicidade que promove
327 11 | democrático como o pode dificultar. Isto verifica-se quando,
328 14 | encomendam, os que realizam e difudem a publicidade — são moralmente
329 23 | hoje se está a tornar muito difundida. Além disso, como aqui delineamos,
330 10 | consumo e estes valores são difundidos pelos mass media e pela
331 23 | autoridades públicas.~Onde se difundiram e se consolidaram práticas
332 8 | soubessem « valer-se dela para difundirem a Mensagem evangélica de
333 23 | processo de solicitação e difusão da publicidade, a eliminarem
334 5 | e um nível de vida mais digno e humano para todos. Ela
335 17 | progresso humano nas suas dimensões materiais, culturais e espirituais.
336 12 | dos mass media em geral diminuem visivelmente.~Com muita
337 5 | modo para a eficiência e a diminuição dos preços, incrementando
338 14 | elementos constitutivos e no seu dinamismo de caridade para com Deus
339 5 | instrumento mais apropriado para dinamizar os recursos e corresponder
340 10 | necessidade. « Explorando directamente os seus instintos e prescindindo,
341 4 | que não estão em contacto directo com a publicidade nas suas
342 16 | a pessoa humana, o seu direito-dever de fazer as suas opções
343 12 | qual os publicitários se dirigem. Neste caso, a qualidade
344 19 | publicidade, bem como aos dirigentes e aos responsáveis dos instrumentos
345 15 | partida, como critério de discernimento, de julgamento, de escolha
346 22 | que lhe diz respeito, deve discernir a observação feita por João
347 22 | devem impor-se moderação e disciplina em relação aos mass media ».
348 23 | um dever dos cristãos, discípulos de Cristo, mas não só deles. «
349 3 | 3. Discordamos de quantos afirmam que a
350 5 | quando informa as pessoas da disponibilidade de novos produtos ou de
351 17 | própria vida... Pensa que pode dispor arbitrariamente da terra,
352 23 | justo, devem estar sempre dispostas a suportar prejuízos e desvantagens
353 2 | serviços públicos por conta de diversas instituições, programas
354 5 | oferecem uma informação, divertimentos e inspirações às populações
355 10 | o Papa João Paulo II ao dizer: « Não é mal desejar uma
356 8 | publicidade, o Papa Paulo VI dizia que seria bom que as instituições
357 13 | usando temas de natureza doentia, perversa ou pornográfica.~
358 10 | humanos — depois de terem sido dominados durante decénios por sistemas
359 12 | Actualmente, este género de domínio e de manipulação através
360 16 | de serviços de interesse duvidoso.~
361 8 | respeito também à colaboração eclesial no seio dos mass media não
362 19 | se contassem moralistas e eclesiásticos, como também delegados de
363 17 | causa graves prejuízos à ecologia. « O homem, tomado mais
364 17 | desses problemas é a questão ecológica.~A publicidade que encoraja
365 12 | social, da qual eles dependem economicamente, faz surgir outro receio
366 [Título]| a) Vantagens económicas da publicidade~
367 14 | responsabilidade é partilhada pelos editores, por quem desempenha as
368 8 | construtivas e proveitosas, que educam e estimulam as pessoas de
369 12 | de ignorar as exigências educativas e sociais de algumas categorias
370 22 | diferentes programas pastorais e educativos empreendidos pela Igreja,
371 5 | tornar-se um instrumento sadio e eficaz para uma ajuda recíproca
372 19 | são bem recebidos, mas são eficazes apenas onde a boa vontade
373 5 | recursos e corresponder eficazmente às necessidades » de natureza
374 5 | contribui de igual modo para a eficiência e a diminuição dos preços,
375 11 | instintos das pessoas, o egoísmo, a prevenção e a hostilidade
376 19 | Deveriam participar na elaboração, na aplicação e na revisão
377 3 | os publicitários, devem elaborar os conteúdos dos seus programas
378 7 | estética e moral muito elavadas, que têm em conta o interesse
379 23 | adoptarem regras éticas de elevada qualidade no que se refere
380 13 | gosto e harmonizar-se com elevadas regras morais e, por vezes,
381 10 | esforçam por sair da pobreza e elevar o seu nível de vida, vão
382 23 | difusão da publicidade, a eliminarem todos os aspectos socialmente
383 11 | propaganda desperta mais as emoções e dos baixos instintos das
384 14 | próprio e para o próximo, empenha os seus autores na via do
385 19 | também a importância do empenhamento do público. Deveriam participar
386 22 | programas pastorais e educativos empreendidos pela Igreja, compreendidas
387 6 | 6. « A Igreja encara com simpatia o sistema da
388 1 | fundamentalmente positivo, encarando os mass media como « dons
389 2 | conjunto das funções comerciais encarregadas de garantir que os bens
390 23 | cristãos não estão sós: encontram confirmação no sentido moral
391 15 | veracidade. É normal que se encontre na publicidade alguns exageros
392 18 | externas e regras que apoiem e encoragem um exercício responsável
393 3 | devem ser favorecidos e encorajados, promovendo alguns e ignorando
394 7 | têm a possibilidade de encorajar programas mediáticos que
395 5 | um instrumento útil para enfrentar uma concorrência honesta
396 12 | os pobres — que não se enquadram nas normas demográficas (
397 22 | escolas católicas. Este ensino deveria abranger uma formação
398 4 | diferentes formas, se vêem no entanto confrontadas com uma sociedade,
399 2 | pessoa, dum grupo ou duma entidade). Mas em numerosos casos,
400 2 | informados.~Na publicidade, entram em jogo muitos mass media
401 11 | grupos de interesse. Este entrave ao processo democrático
402 5 | produtiva do homem mas também o entretecer-se cada vez mais amplo das
403 23 | como todos os que estão envolvidos no processo de solicitação
404 23 | indemnizações é uma questão de envolvimento legítimo não só de organismos
405 1 | comunicação mediática daquela época, ainda hoje é incontestável.
406 3 | impressão, ao mesmo tempo errada e frustrante, de que a abundância
407 4 | Paulo VI: « Já ninguém pode escapar à sugestão da publicidade ».
408 14 | autêntica resposta moral, esclarecida em Jesus Cristo, que a chama
409 22 | Igreja, compreendidas as escolas católicas. Este ensino deveria
410 6 | a possibilidade quer de escolher e controlar os próprios
411 10 | que as comunidades, que se esforçam por sair da pobreza e elevar
412 20 | exemplo, pela percentagem de espaço publicitário, sobretudo
413 14 | princípios morais que se aplicam especificamente à publicidade, dos quais
414 20 | públicas têm o seu papel específico. Por um lado, os governos
415 22 | cautelosos de mensagens e espectáculos. Os utentes devem impor-se
416 16 | carácter impressionável, na esperança que façam pressão sobre
417 1 | solidariedade ».4 É neste espírito que ela dialoga com os comunicadores.
418 10 | prejudiciais à saúde física e espiritual ».15~Este é um grave abuso
419 12 | vezes o papel da mulher como esposa e mãe é minimizado, ou até
420 2 | publicidade tem dois objectivos essenciais: informar e persuadir, e —
421 5 | existem actualmente ou se estabelecem em numerosos países do mundo,
422 19 | deontologia já oportunamente estabelecidos, de modo a obter o concurso
423 14 | mesmo modo nos diferentes estádios do processo publicitário.~
424 10 | centralizados e controlados pelo Estado — é tornado mais difícil
425 23 | disso, como aqui delineamos, estamos persuadidos de que a publicidade
426 10 | um rótulo », prestígio do estatuto social, moda, « sex appeal »,
427 22 | preparar as pessoas para que estejam informadas e vigilantes
428 7 | de qualidade intelectual, estética e moral muito elavadas,
429 8 | proveitosas, que educam e estimulam as pessoas de numerosas
430 7 | edificante e inspiradora e estimulando as pessoas a agirem positivamente
431 8 | um elemento necessário da estratégia pastoral de conjunto.10
432 14 | moralmente responsáveis das estratégias que incitam as pessoas a
433 19 | publicitários permite conformar-se estreitamente com eles. « Pertence, pois,
434 20 | publicidade enganadora, em sentido estricto. « Promulgando leis e velando
435 18 | portanto, necessário prever estruturas externas e regras que apoiem
436 1 | publicidade e pelo pedido dum estudo mais amplo deste fenómeno.~
437 9 | e na sociedade.~Communio et progressio fez, a este propósito,
438 23 | prejudiciais e a adoptarem regras éticas de elevada qualidade no
439 11 | os preconceitos racial e étnico, etc., em vez de focar um
440 3 | determinados grupos raciais ou étnicos, em países nos quais a sociedade
441 22 | para propagar a mensagem do Evangelho, por mais importante que
442 8 | para difundirem a Mensagem evangélica de modo ajustado às expectativas
443 8 | reevangelização e de nova evangelização da Igreja no mundo contemporâneo ».
444 22 | usar os mass media para evangelizar, a Igreja, no que lhe diz
445 13 | realidades da condição humana que evidenciam a componente mais torpe
446 23 | eticamente responsável. Além de evitarem os abusos, os publicitários
447 5 | com benevolência não só o evoluir da capacidade produtiva
448 15 | encontre na publicidade alguns exageros simbólicos ou retóricos.
449 13 | publicidade: « A pornografia e a exaltação da violência são velhas
450 1 | pelos meios de comunicação.5 Examinamos aqui novamente este tema,
451 21 | publicidade, ela deveria examinar e criticar regularmente
452 17 | crescer, consome de maneira excessiva e desordenada os recursos
453 3 | através da influência que exerce sobre os mass media. Numerosas
454 7 | os publicitários podem exercer uma influência positiva
455 18 | eles as pressões externas — exercidas pelos sponsors publicitários
456 16 | 16. Impõe-se uma « exigência absoluta » que a publicidade
457 15 | escolha e de acção, não pode existir um exercício autêntico da
458 5 | progresso económico através da expansão dos negócios e do comércio,
459 8 | evangélica de modo ajustado às expectativas e às necessidades do homem
460 15 | deliberadamente procurar iludir, seja explícita ou implicitamente, seja
461 12 | na realidade a pressões explícitas ou implícitas — a negligenciar
462 10 | quais não têm necessidade. « Explorando directamente os seus instintos
463 20 | particularmente fáceis de explorar, tais como as crianças e
464 11 | de ser um veículo para a exposição honesta das ideias e dos
465 17 | estilo de vida fastoso, exprime uma visão falsa e destruidora
466 14 | com Deus e o próximo ».22~Exprime-se deste modo o sentido mais
467 17 | o dever intransigente de exprimir e de promover uma visão
468 23 | queremos que a publicidade seja extinguida do mundo contemporâneo.
469 2 | O campo da publicidade é extremamente amplo e variado. Em termos
470 14 | na moda. Em alguns casos extremos, a publicidade pode mesmo
471 22 | que a formação mediática faça parte integrante da planificação
472 16 | impressionável, na esperança que façam pressão sobre os seus pais
473 19 | sobre os seus interesses, face às leis do lucro comercial.~
474 20 | categorias particularmente fáceis de explorar, tais como as
475 7 | destinam às minorias, que facilmente são ignoradas. Além disso,
476 15 | convém ter em conta quando se fala de veracidade. É normal
477 8 | numerosos passos positivos. Ao falar da publicidade, o Papa Paulo
478 17 | fastoso, exprime uma visão falsa e destruidora da pessoa
479 15 | afirma o que é abertamente falso, mas pode deturpar a verdade
480 9 | prejudica indivíduos e famílias, os quais, instados pela
481 17 | encoraja um estilo de vida fastoso, exprime uma visão falsa
482 17 | circulação das ideias que favorecem o conhecimento e o respeito
483 5 | negócios e do comércio, favorecendo a criação de novos lugares
484 10 | mercado » que, ajudada e favorecida pela publicidade, ignora
485 3 | comportamentos que devem ser favorecidos e encorajados, promovendo
486 1 | Vaticano II.2 Ela procurou fazê-lo dum modo fundamentalmente
487 7 | dos conteúdos mediáticos. Fazem-no apoiando as produções de
488 22 | passividade nos utentes, fazendo deles consumidores pouco
489 14 | formar a consciência, fazendo-a objecto de contínua conversão
490 8 | mensagens: mensagens de fé, de patriotismo, de tolerância,
491 12 | específicos da perspectiva feminina, da compaixão e da compreensão,
492 9 | evitar a publicidade que fere o pudor, explora o instinto
493 23 | 22 de Fevereiro de 1997, Festa da Cátedra de São Pedro
494 23 | Cidade do Vaticano, 22 de Fevereiro de 1997, Festa da Cátedra
495 9 | Communio et progressio fez, a este propósito, um rápido
496 10 | recursos são desaproveitados, ficando relegado, para último lugar,
497 9 | de artigos de luxo, podem ficar desprevenidos para as necessidades
498 10 | em motivações irreais: « fidelidade a um rótulo », prestígio
499 16 | na relação entre pais e filhos e procura manipulá-la para
500 3 | demográfica. Esta dependência financeira dos mass media e o poder
501 13 | campanhas de publicidade financiadas pelos governos para o controle
502 18 | interesses dos que encomendam ou financiam o seu trabalho, mas também
503 5 | contribui, além disso, para financiar publicações, programas e
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