20. Um certo número de causas mais imediatas
contribuem ulteriormente para a escalada da pornografia e da violência
nos "media". Entre estas cabe citar:
- O benefício econômico. A pornografia é uma
indústria lucrativa. Alguns setores da indústria das
comunicações sucumbiram tragicamente à
tentação de explorar a debilidade humana, especialmente a dos
jovens e a das mentes impressionáveis, para obter proveito de
produções pornográficas e violentas. Esta indústria
pornográfica é às vezes tão lucrativa que ela, em
algumas sociedades, faz parte do crime organizado.
- Falsos argumentos libertários. A liberdade de expressão exige, conforme alguns, uma
tolerância para com a pornografia, mesmo ao preço da saúde
moral dos jovens e do direito à intimidade, assim como a um ambiente de
pública decência. Alguns, também erroneamente, afirmam que
o melhor meio para combater a pornografia consiste em legalizá-la. Estes
argumentos são às vezes propostos por grupos minoritários
que não representam os critérios morais da maioria e que se
esquecem de que a cada direito corresponde uma responsabilidade. O direito à
liberdade de expressão não é absoluto. A responsabilidade
pública de promover o bem moral dos jovens, de garantir o respeito
às mulheres e a proteção da vida privada e da
decência pública mostra claramente que a liberdade não pode
equiparar-se à libertinagem.
- A ausência de leis cuidadosamente preparadas ou a sua não
aplicação, para a proteção do bem comum, em
particular da moralidade dos jovens.
- Confusão e apatia por parte de muitos, inclusive de membros da
comunidade religiosa, que se consideram erroneamente a si mesmos estranhos
à problemática da pornografia e da violência nos
"media", ou sem possibilidades de contribuir para a
solução do problema.
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