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Ir. Neiva Sampaio, FMA
O nosso viver a cidadania evangélica hoje, no âmbito...

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Introdução

Quero saudar de maneira muito carinhosa a querida Madre Antônia Colombo, as Irmãs do Conselho Geral e agradecer-lhes por este inusitado convite para participar de uma mesa redonda neste XXI Capítulo Geral de nosso amado Instituto.

Saúdo também às queridas irmãs capitulares de nossas 84 províncias espalhadas nos cinco Continentes do mundo.

Uma saudação muito cordial aos meus colegas de mesa que também aceitaram partilhar suas experiências  e comunicar suas várias competências neste importante evento.

Como F.M.A., posso afirmar que estar aqui é uma grande graça. Um Capítulo Geral é um momento de reforçar a nossa pertença à Igreja, ao Instituto e de estreitar nossos laços de comunhão, de fraternidade, de cidadania.

Que Jesus Cristo, o Senhor da Vida e da História, nos ilumine e nos abençoe.

Não pretendo esgotar toda a riqueza da proposta que me foi confiada. Trata-se de temas inesgotáveis como educação, diálogo, culturas, religiões, na ótica da cidadania evangélica.

Tentarei traçar algumas linhas a partir de minha experiência como F.M.A. latino-americana que, pela graça de Deus, tenta serirmã universal” e viver o carisma da congregação numa visão planetária, pois a MISSÃO me levou a conhecer e a acolher diferentes povos e culturas. Nesta minha trajetória na educação formal em nossas escolas Salesianas e em escola pública, na educação informal ou popular e nos últimos anos a serviço da Igreja no Brasil, fiz um caminho além fronteiras: de países da América Latina à África e por fim no mais novo país do mundo e certamente o mais pobre: Timor Lorosae.

A cada passo, fui descobrindo que a MISSÃO é o caminho e é no caminho que Deus se revela. Percebi que o caminho é cheio de surpresas. È ao longo desse caminho que as “visões vão se clareando”, como diz um poeta popular brasileiro. É no caminho que a educadora/missionária se torna hóspede na casa do outro(a) e vive a gratuidade de ser acolhida. É caminhando que o(a) discípulo(a) continua a buscar o tesouro escondido no “sulco da aliança”. É no caminho que a gente aprende a dialogar. A misericórdia de Deus vai se revelando através da semente semeada e do descalço nas trilhas dos povos e das culturas.




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