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A carência de
infra-estruturas e de serviços sociais
17. Assume grande relevo o
desinteresse pelas infra-estruturas e serviços sociais
indispensáveis nas áreas rurais.
O sistema escolar nestas
áreas, pelas suas profundas insuficiências quantitativas e
qualitativas, não proprociona aos jovens os meios necessários
para desenvolverem as suas capacidades pessoais e para adquirirem a
consciência da sua dignidade de seres humanos e dos próprios
direitos e deveres.
Analogamente, a
escassez e a baixa qualidade dos serviços sanitários traduzem-se,
frequentemente, por uma efectiva negação do direito à
saúde dos pobres das áreas rurais, com todas as
consequências que isto comporta para a vida das pessoas.
Por sua vez, as
carências dos sistemas de transporte, além de tornarem mais
difícil o acesso aos outros serviços sociais, concorrem para
reduzir sensivelmente aos pequenos agricultores o rendimento da prática
da agricultura. A
falta de estradas ou as más
condições da sua manutenção e a escassez de meios
de transporte público aumentam o custo dos factores de
produção e reduzem, por isso, o incentivo a melhorar as
técnicas de produção.
A consequência mais grave
da carência nas infra-estruturas viárias é a
dependência obrigatória dos pequenos agricultores do mercado local
para a comercialização dos seus produtos. No mercado local as
informações úteis são escassas e torna-se,
portanto, difícil adequar a qualidade dos produtos às
exigências da procura. Nele dominam operadores que dispõem de um
poder de carácter monopolista, de tal modo que
os agricultores são constrangidos a aceitar o preço que lhes
é oferecido, ou então a não vender.
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