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Educadores chamados a acompanhar para o Outro
Queremos ver Jesus (Jo. 12, 21)
O dinamismo da reciprocidade
41. A missão educativa
realiza-se na colaboração entre vários sujeitos alunos, pais, professores,
pessoal não docente e administração que constituem a comunidade educativa. Tem
a possibilidade de estabelecer um ambiente de vida no qual os valores são
mediados por relações interpessoais autênticas entre os diversos membros que a
compõem. A sua finalidade mais alta é a educação integral da pessoa. Nesta
óptica, as pessoas consagradas podem oferecer um contributo decisivo, à luz da
experiência de comunhão que contradistingue a sua vida comunitária. Com efeito,
empenhando-se em viver e comunicar na comunidade escolar a espiritualidade da
comunhão, através de um diálogo construtivo e capaz de harmonizar as
diversidades, constroem um ambiente radicado nos valores evangélicos da verdade
e da caridade. As pessoas consagradas são, assim, fermento capazes de gerar
relações de comunhão, educativas por si mesmas , sempre mais profundas.
Promovem a solidariedade, a mútua valorização e a co-responsabilidade no
projecto educativo e, sobretudo, dão o explícito testemunho cristão, através da
comunicação da experiência de Deus e da mensagem evangélica, até partilhar a
consciência de serem instrumentos de Deus e da Igreja, portadores de um carisma
posto ao serviço de todos.
42. O dever de
comunicar a espiritualidade da comunhão, no interior da comunidade escolar,
radica na pertença à Igreja comunhão. Isto exige às pessoas consagradas,
empenhadas na missão educativa, que se integrem, a partir do seu carisma, na
pastoral da Igreja local. Elas, com efeito, exercem um ministério eclesial ao
serviço de uma comunidade concreta e em comunhão com o Ordinário Diocesano. A
comum missão educativa entregue à Igreja exige, portanto, também uma
colaboração e uma sinergia maior entre as diversas Famílias religiosas. Tal
sinergia, para além de tornar mais qualificado um serviço educativo, oferece a
oportunidade de uma partilha dos carismas com vantagem para toda a Igreja. Por
isso, a comunhão que as pessoas consagradas são chamadas a viver, vai para além
da própria família religiosa ou do próprio instituto. Ou melhor, abrindo-se à
comunhão com as outras formas de consagração, as pessoas consagradas possam
"redescobrir as raízes evangélicas comuns e, juntos, entender com
maior clareza a beleza da própria
identidade na variedade carismática, como ramos da única videira"xxxiii.
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