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| Congregação para Educacão Católica Pessoas consagradas e a sua missão na escola IntraText CT - Texto |
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Coexistência das diferenças 67. A perspectiva intercultural comporta uma verdadeira mudança de paradigma a nível pedagógico. Passa-se da integração à procura do acolhimento das diferenças. Trata-se de um modelo não simples, nem de fácil actuação. No passado, a diversidade entre as culturas foi, frequentemente, fonte de incompreensões e de conflitos; também hoje, em diversas partes do mundo, se observa o prepotente afirmar de algumas culturas sobre outras. Não menos perigosa é a tendência para a homologação das culturas a modelos do mundo ocidental, inspirados em formas de radical individualismo e numa concepção praticamente ateia da vida. 68. A escola deve interrogar-se sobre as orientações éticas fundamentais que caracterizam a experiência cultural de uma determinada comunidade. "Efectivamente as culturas, à semelhança do homem que é o seu autor, estão permeadas pelo "mistério da iniquidade" que actua na História humana (cf. 2 Ts 2, 7), precisando elas também de purificação e salvação. A autenticidade de cada cultura humana, o valor do ethos por ela transmitido, ou seja, a solidez da sua orientação moral, é possível de certo modo medi-los pela sua posição a favor do homem e da promoção da sua dignidade a todos os níveis e em qualquer contexto"l. No discurso aos membros da 50ª Assembleia Geral da ONU, o Papa sublinhava a fundamental comunhão entre os povos, pondo em relevo que as várias culturas não são, na realidade, mais do que modos diversos de enfrentar a questão do significado da existência pessoal. Cada cultura, de facto, é um esforço de reflexão sobre o mistério do mundo e do homem, um modo de dar expressão à dimensão transcendente da vida humana. A esta luz, a diferença, antes de ser uma ameaça, pode tornar-se, mediante um diálogo respeitoso, fonte de uma profunda compreensão do mistério da existência humanali. Condivisão solidária com os pobres 69. A presença das pessoas consagradas na comunidade educativa concorre para clarificar a sensibilidade de todos para as pobrezas que, também hoje, afligem os jovens, as famílias e povos inteiros. Esta sensibilidade pode tornar-se fonte de profundas mudanças em sentido evangélico, induzindo a transformar as lógicas de excelência e de superioridade nas do serviço, do ter solicitude pelos outros, formando um coração aberto à solidariedade. A opção preferencial pelos pobres
leva a evitar toda a forma de exclusão. No âmbito escolar está, por vezes,
presente uma planificação do projecto educativo funcional para grupos sociais
mais ou menos ricos, enquanto que a atenção aos mais necessitados fica,
decididamente, em segundo plano. Em muitos casos, as circunstâncias sociais,
económicas ou políticas não deixam melhor alternativa. Isto, porém, não deve
impedir que se tenha claro o critério evangélico e se procure aplicá-lo a
níveis pessoal, comunitário e nas mesmas instituições escolares. |
l Ibid., n. 8, 238. li Cf. JOÃO PAULO II, Insegnamenti, XVIII / 2, 1995, 730-744. |
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