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Leo PP. XIII
Dall'alto dell'Apostolico Seggio

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17. Suponhamos, ao invés disto, que todas as ligações e conspirações com as seitas fossem deixadas de lado; que à religião e à Igreja, como o maior poder social, fosse permitida verdadeira liberdade e completo exercício de seus direitos.

Que feliz mudança viria sobre os destinos da Itália! Os males e os perigos que nós temos lamentado, como o resultado da guerra contra a religião e a Igreja, cessariam com o término do conflito; e ainda mais, nós veríamos mais uma vez florescer no solo escolhido da Itália Católica a grandeza e glória que a religião e a Igreja tem sempre abundantemente produzido. De seus poderes divinos nasceria espontaneamente uma reforma da moralidade pública e privada; os laços familiares seriam fortalecidos; e sob as influências religiosas, o sentido de dever e de fidelidade em seu cumprimento seria despertado em todos os níveis do povo para uma nova vida.

As questões sociais que agora ocupam tanto as mentes dos homens encontrariam seu caminho para a melhor e mais completa solução, pela aplicação prática dos preceitos evangélicos de caridade e justiça. A liberdade popular, não permitida a degenerar em licenciosidade, seria dirigida somente para bons fins, e se tornaria verdadeiramente digna do homem. As ciências, através daquela verdade da qual a Igreja é senhora, se levantariam rapidamente para uma mais alta excelência; e do
mesmo modo as artes, através da poderosa inspiração que a religião deriva do alto, e que ela sabe como transfundir às mentes dos homens.

A paz sendo feita com a Igreja, a unidade religiosa e a concórdia civil seriam grandemente fortalecidas; a separação entre a Itália e os Católicos fiéis à Igreja cessaria, e a Itália iria deste modo adquirir um poderoso elemento de ordem e estabilidade. As justas demandas do Pontífice Romano sendo satisfeitas, e seus direitos soberanos reconhecidos, ele seria restaurado a uma condição de verdadeira e efetiva independência; e Católicos de outras partes do mundo, que, não através da influência exterior da ignorância do que desejam, mas através de um sentimento de e sentido do dever, levantam suas vozes em defesa da dignidade e liberdade do supremo Pastor de suas almas, não teriam mais razão para considerar a Itália como inimiga do Pontífice

Ao contrário, a Itália ganharia um maior respeito e estima das outras nações por viver em harmonia com a Apostólica; pois não somente tem esta conferido especiais benefícios aos italianos por sua presença em meio a eles, mas também, pela constante difusão dos tesouros da deste centro de bênção e salvação, ela fez o nome italiano grande e respeitado entre todas as nações. A Itália reconciliada com o Pontífice, e fiel à sua religião, seria capaz de dignamente emular a glória de seus
antigos tempos; e de qualquer progresso real que haja na época atual ela receberia um novo impulso para avançar em seu glorioso caminho. Roma, preeminentemente a cidade Católica, destinada por Deus para ser o centro da religião de Cristo e a Sede de Seu Vigário, tem tido nisso a causa de sua estabilidade e grandeza através das momentosas mudanças das muitas épocas que passaram. Colocada novamente sob o pacífico e paternal cetro do Pontífice Romano, ela se tornaria novamente o que a Providência e o curso das épocas a fizeram - não encolhida à condição de capital de um reino, nem dividida entre dois poderes soberanos diferentes em um dualismo contrário à toda sua história; mas a digna capital do mundo Católico, grande com toda a majestade da Religião e do supremo Sacerdócio, uma mestra e um exemplo para todas as nações da moralidade e da civilização




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