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Leo PP. XIII
Dall'alto dell'Apostolico Seggio

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1. Do alto do Trono Apostólico, aonde a Providência Divina Nos colocou para vigiar pela salvação de todas as nações, Nós olhamos sobre a Itália em cujo seio, por um ato de singular predileção, Deus estabeleceu a Sede de Seu Vigário, e da qual Nos vem no tempo presente muitas e amarguíssimas tristezas.

Não é nenhuma ofensa pessoal que Nos entristece, nem as privações e sacrifícios impostos a Nós pela atual condição das coisas, nem os ultrajes e escárnios que uma imprensa insolente tem todo o poder para atirar todos os dias contra Nós. Se somente a Nossa pessoa estivesse envolvida, e não a ruína à qual a Itália ameaçada em sua fé está se atirando, Nós suportaríamos estas ofensas sem reclamar, alegrando-Nos até por repetir o que um de Nossos mais ilustres Predecessores disse de si mesmo: "Se o aprisionamento do meu país não aumentasse a cada momento e a cada dia, quanto ao desprezo e escárnio de mim mesmo eu alegremente silenciaria."1

Mas, além da independência e dignidade da Santa Sé, a própria religião e a salvação de toda uma nação estão envolvidas, de uma nação que desde os primeiros tempos abriu o seu seio à Fé Católica e sempre a tem zelosamente preservado. Por incrível que pareça, é verdade; a tal ponto chegamos, que devemos temer que esta nossa Itália perca até a fé.

Muitas vezes Nós soamos o alarme, para advertir do perigo; mas por este motivo Nós não pensamos que tenhamos feito o suficiente. Em face aos continuados e ainda mais furiosos assaltos que são feitos, Nós ouvimos a voz do dever chamando-Nos mais poderosamente do que antes para falar-vos novamente, Veneráveis Irmãos, aos seus Clérigos, e a todo o povo italiano.

Uma vez que o inimigo não dá trégua, então nem vós nem Nós podemos permanecer calados ou inertes. Pela Divina misericórdia Nós fomos constituídos guardiões e defensores da religião do povo confiado ao Nosso cuidado, Pastores e vigilantes sentinelas do rebanho de Cristo; e por este rebanho Nós devemos estar prontos, se necessário, a sacrificar tudo, até a própria vida. 




1 S. Gregório o Grande: Carta ao Imperador Maurício, Reg. 5.




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