4. A guerra começou pela derrubada do poder civil
dos Papas, cuja queda, de acordo com as intenções secretas dos verdadeiros
líderes, mais tarde abertamente declarada, era, sob um pretexto político, para
ser o meio de pelo menos escravizar, se não destruir, o supremo poder
espiritual dos Pontífices Romanos.
Para que nenhuma dúvida restasse quanto ao verdadeiro objetivo desta guerra,
seguiu-se rapidamente a supressão das Ordens Religiosas; e portanto uma grande
redução no número de operários evangélicos para a propagação da fé entre os
pagãos, e para o ministério sagrado e serviço religioso nos países
Católicos.
Mais tarde, a obrigação do serviço militar foi estendida aos clérigos, com o
necessário resultado de que muitos e graves obstáculos foram colocados no
recrutamento e devida formação até do Clero secular. Lançaram mãos das
propriedades eclesiásticas, em parte por absoluto confisco, e em parte
taxando-as com enormes cargas, de modo a empobrecer o Clero e a Igreja, e
privar a Igreja do que é necessário para seu suporte temporal e para levar
adiante instituições e obras auxiliares ao
seu divino apostolado. Isto os próprios sectários abertamente declararam. Para
diminuir a influência do Clero e de corpos clericais, apenas um meio eficaz
precisa ser usado: tirar deles todos os seus bens, e reduzi-los à absoluta
pobreza. Assim também a ação do Estado é em si mesma toda dirigida para
erradicar da nação seu caráter religioso e Cristão. Das leis, e de toda a vida
oficial, toda inspiração e idéia religiosa é sistematicamente banida, quando
não diretamente atacada. Cada manifestação pública de fé e de piedade Católica
é ou proibida ou, sob pretextos vãos, de mil maneiras impedida.
Da família são tiradas sua fundação e constituição religiosa pela proclamação
do casamento civil, como ele é chamado; e também pela educação inteiramente
leiga que agora é exigida, dos primeiros elementos até o mais alto ensino das
universidades, de modo que as gerações em crescimento, tanto quanto isto possa
ser afetado pelo Estado, devem crescer sem qualquer idéia de religião, e sem as
primeiras noções essenciais de seus deveres para com Deus. Isto é colocar o
machado na
raiz. Nenhum meio mais universal e eficaz poderia ser imaginado de retirar a sociedade,
as famílias, e os indivíduos, da influência da Igreja e da fé. Demolir o
Clericalismo (ou Catolicismo) até os seus fundamentos e em suas próprias fontes
de vida, especificamente, na escola e na família: esta é a autêntica declaração
dos escritores Maçons.