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Sem exagero, esta é a presente condição e a futura perspectiva da religião na
Itália. Encolher-se para não ver a gravidade disto seria um erro fatal.
Reconhecer isto como é, confrontar isto com a prudência e fortaleza
evangélicas, inferir os deveres que isto impõe sobre todos os Católicos, e
sobre nós especialmente que como Pastores temos que vigiar sobre eles e
guiá-los à salvação, é entrar nos olhares da Providência, fazer uma obra de
sabedoria e zelo pastoral.
Tanto quanto diz respeito a Nós, o ofício Apostólico põe sobre Nós o dever de
protestar em alta voz mais uma vez contra tudo que tem sido feito, está sendo
feito, ou está sendo tentado na Itália para prejudicar a religião. Defendendo e
guardando os direitos sagrados da Igreja e do Pontificado, Nós abertamente
repelimos e denunciamos a todo o mundo Católico os ultrajes que a Igreja e o
Pontificado estão continuamente recebendo, especialmente em Roma, e que nos
atrapalham no governo da Igreja Católica, e adicionam dificuldade e indignidade
à Nossa condição. Nós estamos determinados a não omitir nada de Nossa parte que
possa servir para manter a fé viva e vigorosa entre o povo italiano, e para
protegê-lo contra os assaltos de seus inimigos. Nós, portanto, fazemos um
apelo, Veneráveis Irmãos, ao vosso zelo e vosso grande amor pelas almas, de
modo que, possuídos com um sentido da gravidade e do perigo no qual elas
incorrem, vós possais aplicar os remédios adequados e fazer tudo o que puderdes
para dispersar este perigo.