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| Leo PP. XIII Dall'alto dell'Apostolico Seggio IntraText CT - Texto |
12. Todos sabem com que efeito salutar e em
quantos modos a influência da religião penetra a sociedade. Está além de
disputa que a sólida moralidade pública e privada dá honra e força aos Estados.
Mas é igualmente certo que, sem religião não há verdadeira moralidade, pública
ou privada.
Da família, solidamente baseada em seus fundamentos naturais, vem a vida, o
crescimento, e a energia da sociedade. Mas sem religião, e sem moralidade, a
parceria doméstica não tem estabilidade, e os laços familiares se tornam mais
fracos e se rompem.
A prosperidade dos povos e das nações vem de Deus e de Suas bênçãos. Se um povo
não atribui a sua prosperidade a Ele, mas se levanta contra Ele, e no orgulho
de seu coração tacitamente diz a Ele que não tem necessidade dEle, sua
prosperidade é apenas uma imagem, certa a desaparecer tão logo agrade ao Senhor
confundir a orgulhosa insolência de Seus inimigos.
É a religião que, penetrando no fundo da consciência de cada um, faz com que
ele sinta a força do dever e incita-o a cumpri-lo. É a religião que dá aos
governantes sentimentos de justiça e amor para com seus súditos; que faz os
súditos fiéis e sinceramente devotados aos seus governantes; que faz
legisladores retos e bons, magistrados justos e incorruptíveis, soldados bravos
e heróicos, administradores conscienciosos e diligentes. É a religião que
produz concórdia e afeição entre marido e esposa, amor e reverência entre os
pais e seus filhos; que faz os pobres respeitarem as propriedades dos outros, e
faz com que os ricos façam um uso justo de sua riqueza. Desta fidelidade ao
dever, e deste respeito pelos direitos dos outros vem a ordem, a tranqüilidade,
e a paz, que formam uma parte tão importante da prosperidade de um povo e de um
Estado. Tire a religião, e
com ela todos estes benefícios imensamente preciosos desaparecerão da
sociedade.