13. Para a Itália, além disso, a perda seria
sensível. Todas as suas glórias e grandezas, que por um longo tempo deram a ela
o primeiro lugar entre as mais cultas nações, são inseparáveis da religião, que
ou as produziu ou as inspirou, ou certamente as favoreceu, ajudou, e aumentou.
Suas comunas
nos falam de suas liberdades públicas: de suas glórias militares nós lemos em
suas muitas memoráveis empresas contra os inimigos do nome Cristão. Suas
ciências são vistas em suas universidades que, fundadas, mantidas, e
privilegiadas pela Igreja, têm sido sua casa e teatro. Suas artes são mostradas
nos inumeráveis monumentos de todo tipo com os quais a Itália está profusamente
coberta. De suas instituições para auxílio dos sofredores, para os miseráveis e
as classes trabalhadoras nós temos evidência em suas muitas fundações de
caridade Cristã, nos muitos asilos estabelecidos para todo tipo de necessidade
e infortúnio, e nas associações e corporações que cresceram sob a proteção da
religião. A virtude e a força da religião são imortais porque a religião é de
Deus. Ela tem tesouros de auxílio e eficacíssimos remédios, que podem ser
maravilhosamente adaptados às necessidades de cada tempo e época. O que a
religião tem sabido como fazer e tem feito em tempos passados,
ela pode fazer também agora com uma virtude sempre fresca e vigorosa. Retirar a
religião da Itália, é secar imediatamente a mais abundante fonte de inestimável
auxílio e benefícios.