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| Pio XII Miranda prorsus IntraText CT - Texto |
A difusão do
bem
Deus, Sumo Bem, que difunde incessantemente os Seus dons, concede ao homem,
objecto de solicitudes particulares, não só os benefícios materiais mas também
os espirituais, subordinando os primeiros aos segundos, eomo a perfeição do
corpo se subordina à perfeição da alma. Antes de se eomunicar a Si mesmo na
visão beatífica, comunica-se na fé e na caridade que "foi difundida nos
nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado". 14
Desejando Deus encontrar no homem o reflexo das próprias perfeições, 15
associou-o à Sua obra de doação dos valores espirituais, chamando-o para os
levar e distribuir, para aperfeiçoamento dos indivíduos e da sociedade. De
facto o homem, por sua natureza, comunicou desde o princípio os bens
espirituais ao seu próximo por meio de sinais sensíveis que sempre procurou ir
aperfeiçoando. Desde os desenhos e escritos dos tempos mais remotos até às
técnicas da nossa idade, devem todos os instrumentos de comunicação humana
realizar o fim elevado de mostrar que os homens, também neste campo, estão ao
serviço de Deus.
E, para a realização do plano divino, que utiliza o homem, ser mais certa e
eficaz, declarámos com a Nossa autoridade apostólica Padroeiro celeste do
telégrafo, do telefone, da rádio e da televisão S. Gabriel Arcanjo 16
"que levou ao género humano ... a tão desejada boa nova da Redenção".
Com este acto pretendemos evidenciar a nobreza da vocação de todos aqueles que
têm nas mãos esses benéficos instrumentos. 17 Benéficos, porque
permitem difundir no mundo os grandes tesoiros de Deus como sementes fecundas,
que hão-de multiplicar cento por um o fruto da verdade e do bem.