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| Pio XII Miranda prorsus IntraText CT - Texto |
Os
empresários das salas cinematográficas
Os espectadores, por meio dum ou doutro bilhete de entrada, como se fosse boletim
de voto, fazem escolha entre o cinema bom e o mau. Mas grande fica ainda a
parte de responsabilidade para os empresários das salas cinematográficas e para
os distribuidores dos filmes.
Conhecemos as dificuldades que têm actualmente que defrontar os empresários por
numerosas razões, e também por causa da expansão da televisão; mesmo porém no
meio de circunstâncias difíceis, devem-se lembrar que a consciência não lhes
permite apresentar filmes contrários à fé e à moral, nem aceitar contratos que
os obriguem a projectar. Em numerosos países comprometeram-se louvàvelmente a
não aceitar os filmes julgados prejudiciais ou maus: Nós esperamos que essa
oportuníssima iniciativa se possa, estender a toda a parte, e que nenhum
empresário católico hesite em dar-lhe a sua adesão.
Devemos também lembrar com insistência o dever grave de excluir a publicidade
comercial insidiosa ou indecente, mesmo se feita, como às vezes acontece, em
favor de filmes que não são maus. "Quem poderá dizer quantas ruínas de
almas, especialmente juvenis, provocam tais imagens, que pensamentos impuros e
que sentimentos podem despertar, e quanto contribuem para a eorrução do povo,
com grave prejuízo até da prosperidade da naçao?" 41