1) Produziram e
produzem magníficos frutos:
a) Pelo seu número sempre crescente
3. De fato, quem recorda a história das congregações
marianas, terá de confessar que, embora elas apareçam sempre florescentes em
fileiras bem compactas, contudo não podem comparar-se com as mais recentes em
número de membros, ainda que sim no fervor das obras; pois, quando nos séculos
anteriores o número das agregações à Prima-Primária, por ano, não ia nunca além
da dezena, desde o princípio do século XX essas agregações anuais facilmente se
contam pelo milhar.
b) Pela eficácia espiritual de suas regras
4. Mas - e é o principal, - muito mais que o número de
membros se hão de ter em conta as regras e leis pelas quais os congregados são
como que levados pela mão àquela excelência de vida espiritual 5 que os
torna capazes de subir aos cumes da santidades principalmente com o auxílio
daqueles meios com os quais é utilíssimo que estejam apetrechados os perfeitos
e íntegros seguidores de Cristo: o uso dos exercícios espirituais, 7 a
meditação diária das coisas divinas e o exame de consciência; 8 a
freqüência aos sacramentos; 9 a dócil e filial dependência de um
diretor espiritual certo; 10 pleníssima e perpétua consagração da
própria pessoa à bem-aventurada Virgem Mãe de Deus;11 e, finalmente, o
firme propósito de procurar a perfeição cristã para si e para os
outros.12
c) Pela pujante vitalidade interior
da qual viceja o espírito apostólico
5. Tudo isso destina-se a acender nos congregados de Maria
aquelas chamas da divina caridade e a alimentar e fortalecer aquela vida
interior, necessária sobremaneira nesta nossa idade, em que, como noutra
ocasião com dor advertimos, tantas multidões de homens padecem "vazio de
alma e profunda indigência espiritual". 13
6. E que essas coisas não só são prescritas em
sapientíssimas leis, mas levadas felizmente à prática da vida de cada dia nas
congregações marianas, conclui-se abundantemente do fato de que, onde quer que
elas prosperem, e uma vez que observem santamente o seu espírito e as suas
leis, se vê logo florescer e vigorar a inocência dos costumes e uma inabalável
fidelidade à religião. Mais ainda: sob o impulso do Espírito Santo, muitas
vezes falanges de congregados que, ou no estado eclesiástico ou no religioso,
aspiram à perfeição cristã para si e para a comunicar aos outros. E não são tão
raros os que atingem, com seguro vôo, os próprios árduos cimos da
santidade.14 "Desse fervoroso anseio da vida interior brota, como
que espontaneamente, aquela completa formação apostólica dos congregados,
acomodada sempre às novas e variadas necessidades e circunstâncias da sociedade
humana, de tal maneira que não hesitamos um momento em asseverar que o modelo
do homem católico, qual a congregação mariana, já desde os princípios, costumou
formá-lo com não menor adequação que às necessidades dos passados tempos,
corresponde às dos nossos, dado que hoje, talvez, mais que outrora, são
precisos homens solidamente formados na vida cristã.15
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