2) Define:
a) São associações apostólicas
13. De tudo isso, portanto, claramente se conclui que as
congregações marianas, como as suas regras aprovadas pela Igreja altamente
proclamam, são associações imbuídas de espírito apostólico,29 que, ao
incitar os seus membros, por vezes arrebatados até aos cumes da
santidade,30 a procurar também a perfeição da vida cristã e a salvação
eterna dos outros, sob a direção dos pastores sagrados,31 e a defender
os direitos da Igreja,32 conseguem também preparar incansáveis arautos
da Virgem Mãe de Deus e adestradíssimos propagadores do reino de
Cristo33.
b) Têm
todas as condições para serem consideradas verdadeira Ação católica
14. Sendo
isso assim, às congregações marianas, quer se considerem as suas Regras, quer a
sua natureza, objetivos, empreendimentos e história, não se lhes pode negar
nenhuma das características de que a Ação católica está adornada, já que esta,
como tantas vezes declarou o nosso predecessor de feliz memória, Pio XI,
exatamente se define: "O apostolado dos fiéis, que prestam a sua
cooperação à Igreja e em certo modo a auxiliam no desempenho do seu múnus
pastoral" 34.
c) Não
obstam suas características peculiares, antes pelo contrário são e devem ser o
que sempre têm sido
15. Nem a
natureza e características peculiares das congregações marianas obstam a que se
possa chamar de pleno direito "Ação católica executada sob os auspícios e
proteção da bem-aventurada Virgem Maria" ; 35 antes, como o foram
no passado, assim "são no presente e serão no futuro, defesa e garantia de
uma mais esclarecida formação católica das almas".36 De fato, como
muitas vezes declarou esta Sé Apostólica, "a Ação católica não se exerce
num círculo fechado", 37 como que circunscrita rigidamente dentro
de determinados limites invioláveis, nem pelo fato de "ter um objetivo,
faz por alcançá-lo por um caminho e processo exclusivo",38 a ponto
de suprimir e absorver as outras associações ativas dos católicos; pelo
contrário, deve ter como dever seu "unir e amistosamente coordenar estas
associações de tal forma que umas beneficiem o progresso das outras, com
inteira concordia de ânimos, união e caridade".39 Pois, como
recentemente advertimos, "neste exímio fervor de apostolado, que nos é tão
grato, deve haver precaução contra o erro de alguns que desejam reduzir a uma
única forma de apostolado tudo o que se faz para bem das almas".40
Este procedimento é inteiramente contrário ao pensamento e sentir da
Igreja,41 a qual de modo nenhum aprova esta espécie de "coarctação
da vida que espontaneamente brota e floresce" 42 coarctação que
leva a confiar todas as obras de apostolado apenas a uma determinada associação
ou a paróquia. A Igreja, pelo contrário, favorece a multiforme
unidade,43 na direção dessas obras, por meio da colaboração fraterna,
sob a orientação dos prelados, na união e conjugação de todas as forças para um
único fim. 44 E esta "concorde harmonia de sentimentos, ordenada
colaboração e entendimento mútuo, que inúmeras vezes recomendamos",
45 tanto mais facilmente a conseguirão essas associações, quanto mais
profundamente se persuadirem de que então se avantajarão às demais, quando
aprenderem a dar-lhes o primeiro lugar,46 desterrando qualquer contenda
acerca de primazias,47 "amando-se uns aos outros com fraterna caridade
e dando-se mutuamente a preferência", 48 procurando só a glória de
Deus.
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