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18. Com fundada razão podemos esperar que os nossos tempos
contribuam também com a sua quota nova para uma interpretação mais completa e
exata das Sagradas Escrituras. De fato há não poucas coisas, especialmente no
terreno histórico que não foram explicadas, ou foram só imperfeitamente, pelos
expositores dos séculos passados, porque lhes faltavam os conhecimentos
necessários para obter melhores resultados. Quão árduos e quase inacessíveis
acharam os mesmos Padres alguns passos, mostram-no, por exemplo, os repetidos
esforços que muitos deles fizeram para interpretar os primeiros capítulos do
Gênesis; ou também as várias tentativas de são Jerônimo para traduzir os salmos
de modo que o sentido literal do texto aparecesse claramente. Em outros livros
ou textos sagrados só a Idade Moderna descobriu dificuldades, antes não
suspeitadas, depois que um melhor conhecimento dos antigos tempos fez surgir
problemas que fazem penetrar mais adentro no assunto. Por isso erradamente vão
dizendo alguns, mal informados do estado da ciência bíblica, que ao exegeta
católico dos nossos dias nada resta a acrescentar a quanto produziu a
antiguidade cristã; pelo contrário, a verdade é que o nosso tempo tem chamado a
atenção para muitas coisas que requerem nova investigação e novo exame e
estimulam fortemente a atividade do exegeta.
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