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27. Mas quem não vê que tudo isto não podem
os sacerdotes realizá-lo devidamente, se eles próprios não beberam, durante a
vida dos seminários, um prático e perene amor à Sagrada Escritura. Por isso os
bispos, pelo cuidado paterno dos seminários que lhes incumbe, velem atentamente
porque também neste ponto nada se omita de quanto pode concorrer para a
consecução do mesmo fim. Os professores de Sagrada Escritura, nos seminários,
dêem todo o curso bíblico de tal modo que infundam nos jovens destinados ao
sacerdócio e ao sagrado ministério da divina palavra aquele conhecimento e amor
das Sagradas Escrituras sem o qual vão é esperar copiosos frutos de apostolado.
Portanto, na exegese façam sobressair principalmente o conteúdo teológico,
evitando as discussões supérfluas, e omitindo tudo o que serve mais a apascentar
a curiosidade do que a fomentar a verdadeira ciência e a sólida piedade;
exponham tão solidamente o sentido literal e especialmente o teológico,
declarem-no com tal maestria, inculquem-no com tal calor, que de algum modo se
verifique nos seus alunos o que sucedeu aos discípulos de Emaús, os quais
ouvindo as palavras do divino Mestre exclamaram: "Não sentíamos nós o
coração o arder, enquanto ele nos explicava as Escrituras?"36
Sejam assim as divinas Escrituras para os futuros sacerdotes da Igreja fonte
pura e perene da própria vida espiritual, alimento e alma do ofício da pregação
que os espera. Se os professores desta importantíssima matéria, nos seminários,
conseguirem esse resultado, alegrem-se e convençam-se de que contribuíram muito
para a salvação das almas, para o progresso da religião católica, para a honra
e glória de Deus e realizaram uma obra eminentemente apostólica.
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