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Pio XII
Ecclesiae fastos

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II. OS EXEMPLOS DE SÃO BONIFÁCIO

 

1 - Sua confiança na graça divina

 

27. Onde, veneráveis irmãos, encontrou são Bonifácio a incansável energia e aquela invicta fortaleza de ânimo com que pôde afrontar tantas dificuldades, sujeitar-se a tantos trabalhos, expor-se a tantos perigos, e combater até à morte pela dilatação do reino de Jesus Cristo conquistando a coroa do martírio? Na graça de Deus que ele implorava com humilde, contínua e intensa oração. Vivia tão inflamado do amor de Deus, que só desejava unir-se a ele cada vez mais, tratar com ele o mais possível, propagar a sua glória mesmo entre povos desconhecidos e levar-lhe - em ato de veneração, de obséquio e de amor o maior número de homens. Podia com razão aplicar a si e repetir aquelas palavras de s. Paulo: "O amor de Cristo nos constrange".27 E também estas: "Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angustia? A nudez? O perigo? A perseguição? A espada?... Eu estou certo de que nem a morte nem a vida:.. nem o presente nem o futuro, nem a força, nem a altura, nem a profundidade, nem nenhuma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Jesus Cristo nosso Senhor".28

28. Sempre que essa divina caridade invade os espíritos, os informa e os estimula, bem podem apropriar-se os homens das palavras de são Paulo: "Tudo posso naquele que me conforta";29 por isso nada pode resistir ou opor-se aos seus esforços e fadigas, como a história da Igreja ensina. Repete-se, então, de modo admirável o que aconteceu no tempo dos apóstolos: "...Por toda a terra se difundiu a fama deles e as suas palavras chegaram aos confins do mundo".30 São esses novos propagadores do evangelho de Cristo animados de tal força sobrenatural, que só podem ser detidos com cadeias nos braços - o que ainda hoje vemos acontecer com grande tristeza. Nada os pode deter senão a morte, morte todavia adornada com a palma do martírio que sempre comove grandes multidões e faz surgir novos seguidores do divino Redentor, como aconteceu nos tempos de s. Bonifácio.

29. Com orações pedia ele instantemente que as suas iniciativas produzissem abundantes frutos. E quanta era a confiança que depositava na divina graça, bem se das cartas em que pedia sem interrupção ao Papa,31 aos amigos notáveis por santidade e às religiosas das comunidades - por ele ou fundadas ou impregnadas do ideal de perfeição evangélica - para que com as suas orações lhe quisessem obter do céu conforto e ajuda. Apraz-nos citar como exemplo o que escreveu "às veneráveis e amadíssimas irmãs Leobgita, Tecla e Cineilda": "Peço-vos, e até vos mando, como filhas caríssimas, que rezeis a Deus com as vossas incessantes orações, como aliás confiamos que o fazeis, fizestes e fareis sem interrupção... E ficai sabendo que nós louvamos ao Senhor, e se dilataram as tribulações do nosso coração; pedi para que o Senhor Deus, que é refúgio dos pobres e esperança dos humildes, nos livre das nossas dificuldades e das tentações desta triste vida, para que a palavra de Deus se difunda e o glorioso Evangelho de Cristo se torne conhecido, a fim de a graça de Deus em mim não seja . E como sou o último e o pior que a Igreja católica e apostólica romana destinou para pregar o Evangelho, rogai para que eu não morra inútil, sem fruto algum do Evangelho".32




27 2Cor 5,14.



28 Rm 8,35.38.39.



29 Fl 4,13.



30 Sl 18,5; Rm 10,18.



31 Cf. s. Bonifatii Epist., ed. Tangl, epist. 86, pp.189-191.



32 Ibidem, Epist. 67, pp.139-140.






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