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| Pio XII Evangelii praecones IntraText CT - Texto |
19. Para que a ação dos missionários se torne cada vez mais eficaz e para que não se perca em vão nem uma só gota do seu suor e do seu sangue, queremos traçar aqui brevemente alguns princípios e normas que lhes devem reger a atividade.
20. Convém advertir, de início, que quem é chamado por divina inspiração para a vida missionária é designado para uma obra grandiosa e de incomparável elevação. Consagra a própria vida para dilatar o reino de Deus até aos confins da terra. Não busca o que é seu, mas o que é de Jesus Cristo (cf. Fl 2,21). Pode aplicar-se a si, de modo particular, as belíssimas expressões do Apóstolo: "somos embaixadores de Jesus Cristo" (2Cor 5,20), "vivendo em carne mortal, não pelejamos segundo a carne" (2Cor 10,3), "fiz-me enfermo com os enfermos, para ganhar os enfermos" (1Cor 9,22). Deve, pois, considerar como segunda pátria a região, a que vem trazer a luz do evangelho e amá-la conforme a caridade exige. Não procure lucros terrenos, nem os interesses da própria nação ou instituto religioso, mas unicamente o bem das almas. Deve sim amar intensamente a própria nação e a própria ordem, mas com amor ainda maior deve amar a Igreja. E lembre-se que nada do que for obstáculo ao bem da Igreja, poderá ser proveito para a sua ordem.
21. É preciso, além disso, que os candidatos às missões, enquanto se preparam na pátria, não só recebam a devida formação eclesiástica, mas adquiram também aqueles conhecimentos teóricos e práticos que lhes serão de grandíssima utilidade, quando entre estrangeiros forem pregadores do evangelho. Aprendam portanto as línguas que lhes serão necessárias, tenham conhecimentos suficientes de medicina, agricultura, etnografia, história, geografia e outras ciências congêneres.