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1. As Igrejas orientais,
ilustres pela doutrina dos santos padres, regadas pelo sangue dos mártires nos
tempos antigos, nos mais recentes e também nos nossos, sempre foram objeto
particularíssimo das nossas solicitudes, como todos sabem. Com efeito, logo que
fomos elevados, sem nenhum merecimento nosso e por arcano desígnio de Deus, à
cátedra do príncipe dos apóstolos, dirigimos para vós a nossa mente e o nosso
coração, assim como "aos que estão fora da Igreja católica",1 e que nós ardentemente desejamos voltem o mais
cedo possível ao rebanho do pai comum, como a morada dos seus antepassados.2
Durante o nosso pontificado já vos demos outras provas de nossa benevolência
paterna. De fato sabeis que elevamos à dignidade da púrpura romana um outro dos
vossos bispos, o patriarca dos armenos da Cilicia, e
estamos cuidando da codificação das leis canônicas que vos dizem respeito, obra
essa de grandíssima importância e que, pelo menos parcialmente, chegou a termo.
Mas não é preciso lembrar mais demoradamente coisas que vós, sem dúvida, bem
conheceis; afinal ao fazer isso seguimos as pegadas dos nossos predecessores,3 que desde os
primórdios do cristianismo não só envolveram de singular afeto os vossos
antepassados mas ofereceram muitas vezes também a sua ajuda, conforme as
possibilidades, todas as vezes que os viram insidiados pela heresia ou a gemer
sob o terror e as perseguições dos inimigos. Foi assim que pela autoridade
apostólica confiada pelo Redentor divino ao príncipe
dos apóstolos e seus sucessores, os pontífices romanos defenderam a integridade
da doutrina católica nos concílios I e II de Nicéia, nos concílios I, II e III
de Constantinopla, e nos de Éfeso e de Calcedônia; e quando um dissídio
deplorável separou de Roma grande parte das Igrejas orientais, não somente eles
o reprovaram no IV concílio de Constantinopla, mas também se esforçaram de
todas as formas para que tudo se resolvesse felizmente no interesse comum; e
depois de numerosos, louváveis e difíceis esforços, chegou-se a isso no
concílio de Florença, ainda que, contrariando as aspirações de todos os bons,
as deliberações tomadas não fossem postas em prática. Quando
as regiões orientais foram invadidas por novos povos, que devastaram também os
lugares sagrados da Palestina, consagrados pelo sangue divino de Jesus Cristo,
então os pontífices romanos levaram os príncipes cristãos à tão grande obra de
defesa da religião. Essas pressurosas solicitudes e
essa benevolência dos nossos predecessores para com os vossos compatriotas não
enfraqueceram nem falharam nos nossos dias; até parece que foram sempre
aumentando. Como sabeis, a Santa Sé enviou muitos até vós
para ilustrar a doutrina católica e para convencer todos a voltar à
desejadíssima unidade de fé e de governo; e aqui junto da Sé de Pedro foi
instituída uma sagrada congregação justamente com a finalidade de regular os interesses,
os negócios e os ritos das Igrejas orientais; assim como foi fundado um
instituto para os estudos orientais com o fim de cultivar e promover, com toda
diligência, o justo conhecimento das vossas coisas.
2. Contudo, atualmente outros
motivos atraem os nossos cuidados e as nossas solicitudes. Em
muitas regiões onde vigora de maneira especial o rito oriental, desencadeou-se
nova tempestade que procura subverter, devastar e destruir miseramente
florescentes comunidades cristãs. Se nos séculos passados era contestado algum
dogma particular da doutrina católica, hoje porém, como vedes, vai-se temerariamente além e procura-se apagar do consórcio
civil, das famílias, das universidades, das escolas, da vida dos povos, todos
os direitos, as instituições e as leis sagradas; e até tudo o que é divino ou
que diz respeito à divindade como se se tratasse de fábulas e coisas nefastas.
3. Portanto, quanto mais
grave o cúmulo dos males que oprime uma parte eleita da sociedade, tanto maior,
ó veneráveis irmãos, é a nossa benevolência para convosco, tanto mais ardente é
o amor paterno que nutrimos para com todos.
4. Em primeiro lugar queremos
que vos seja manifesto de modo claríssimo que as vossas dores e os vossos lutos
consideramo-los como nossos e nada mais ardentemente desejamos que levar algum
alívio aos vossos sofrimentos, especialmente com a nossa oração e a de todos os
cristãos em favor dos que são perseguidos por terem defendido, como era
necessário, a religião católica e seus direitos sagrados.
5. Sabemos que há muitíssimos
cristãos nos países orientais que hoje choram amargamente ao ver seus bispos ou
mortos, ou dispersos, ou obstaculizados de tal forma a não poder dirigir
livremente sua palavra aos seus rebanhos, nem exercer sobre eles, como convém,
a sua autoridade; ao ver não poucos de seus templos destinados a usos profanos ou deixados no mais esquálido abandono; ao
saber que desses templos já não se podem elevar aos céus as vozes dos que
rezam, admiravelmente moduladas segundo as normas da vossa liturgia para fazer
descer o orvalho das graças celestes para elevação das mentes, consolação dos
corações e remédio a tão grande cúmulo de males.
6. Sabemos que muitos
compatriotas vossos são relegados nos cárceres ou em campos de concentração,
ou, se vivem nas suas casas, não podem exercer os sacrossantos direitos que
lhes assistem, isto é, não só o direito de professar a sua fé no santuário
íntimo da sua consciência, mas também de poder ensiná-la abertamente, defender
e propagar no âmbito familiar para a conveniente
educação de seus filhos e nas escolas para uma reta formação dos alunos.
7. Contudo, sabemos que
também os filhos das Igrejas orientais, irmanadas com os fiéis do rito latino,
suportam juntos e com fortaleza, os lutos dessas perseguições e juntos
partilham também o martírio, o triunfo e a glória. Com ânimo
heróico perseveram na sua fé; resistem aos inimigos do cristianismo com a mesma
fortaleza invicta com a qual resistiram um tempo os seus antepassados; elevam
ao céu as suas súplicas, se não publicamente, ao menos em privado; permanecem
fielmente unidos ao romano pontífice e aos seus pastores; assim como veneram de
maneira particular a beata Virgem Maria, rainha amorosíssima e poderosíssima do
céu e da terra, a cujo imaculado coração todos consagramos. Tudo isso é, sem dúvida, auspício de vitória certa no futuro,
porém, daquela vitória que não deriva do sangue de homens em luta entre si, que
não é alimentada por desenfreado desejo de poder terreno, mas que se baseia na
conveniente e legítima liberdade; na justiça praticada não somente com palavras
mas com os fatos, para com os cidadãos, os povos e as nações; na paz e caridade
fraterna que unem todos com os vínculos da amizade e especialmente numa
religião que ordene retamente os costumes, modere as aspirações particulares,
pondo-as ao serviço do bem público, eleve as mentes ao céu e, finalmente,
defenda o consórcio civil e a concórdia de todos.
8. Isso
forma o objeto das nossas mais vivas esperanças; contudo, as notícias que nos
chegam são tais que tornam mais cruel a nossa dor. Dia e noite, com solicitude
paterna dirigimos a nossa mente e o nosso coração aos
que nas foram confiados por mandato divino (cf. Jo 21,1517), e sabemos serem
tratados, nalguns lugares, de maneira tão indigna que são feito objeto de
calúnias pelo seu firme apego à fé católica e são privados de seus direitos
legítimos, incluídos algumas vezes também os que são próprios da natureza
humana, de forma que, se conculcados com a violência, com o temor ou qualquer
outro meio, é a própria natureza do homem que sofre o prejuízo.
9. Entre
essas notícias tristíssima que nos chegaram, uma há que nestes tempos atingiu
dolorosamente mais do qualquer outra não somente a nós, não somente a
todos os cristãos, mas também a todos os que honram a dignidade e a liberdade
dos cidadãos: referimo-nos à Bulgária, onde havia uma pequena mas florescente
comunidade de católicos e onde uma terrível tempestade semeou lutos tristes na
Igreja. Com os métodos costumeiros de acusação foram imputados crimes públicos
aos ministros de Deus; e entre estes o nosso venerável
irmão Eugênio Bossilkoff, bispo de Nicópolis, condenado à pena capital junto
com outros três sacerdotes seus colaboradores no ministério pastoral. Além
disso, muitos outros já estão no cárcere ou nos campos
de concentração, e a esses acrescentam-se muitos católicos, punidos de várias
formas e por isso insignidos da mesma palma e da mesma honra. Nós, pelo dever
do nosso ofício a que não podemos faltar, elevamos o nosso protesto por tudo isso e denunciamos diante de toda a cristandade a injúria
perpetrada contra a Igreja. Com efeito, eles, justamente por não só professar a
religião católica, mas por defendê-la corajosa e abertamente, foram tidos como
inimigos do Estado, mesmo não sendo inferiores a ninguém pelo amor pátrio, pelo
respeito à autoridade pública e pela obediência às leis, desde que não
contrastantes com o direito natural, divino e
eclesiástico.
10. E o que, especialmente
nesses últimos tempos, aconteceu na Bulgária, infelizmente já acontece há
bastante tempo entre outros povos onde floresce a
Igreja de rito oriental, isto é, o romeno, o ucraniano e outras gentes. No que se refere ao povo de que falamos acima, mediante uma carta
apostólica do mês de março passado4 já apresentamos o nosso mais vivo
protesto pelas muitas calamidades que atingiram os fiéis do vosso rito e do
rito latino e os exortamos a perseverar com constância invicta na religião dos
seus antepassados.
11. E agora dirigimos a nossa
atenção a um outro povo a nós muito querido, isto é, o
povo ucraniano de que formam parte não poucos cristãos que olham para Roma com
sumo desejo e imenso amor, e veneram esta Sé Apostólica como centro da religião
cristã e mestra infalível da verdade, por mandato de Jesus Cristo (cf. Mt 16,18-19; Jo 11,15-17; Lc 22,32). Com grande
dor ficamos sabendo que eles, há tempo, sofrem perseguições não menores e vivem
numa condição não menos desafortunada daquela em que se encontram aqueles
outros povos de que já vos falamos, veneráveis irmãos.
12. De
maneira especial queremos lembrar aqueles bispos de rito oriental que foram os
primeiros a sofrer dores, lutos e injúrias para a defesa da religião; levados
para a cidade de Kiev, aí foram processados e condenados a penas diversas; e
justamente nessa cidade que, um tempo, foi o centro de irradiação do
cristianismo em todas aquelas regiões. Alguns deles já enfrentaram a
morte gloriosa e por isso, como é de esperar, da sede
de sua felicidade celeste, repletos de amor, dirigem seus olhares aos filhos e
companheiros de luta e impetram para eles a ajuda poderosíssima de Deus.
13. Além disso não podemos
esquecer aqueles féis de rito latino e oriental, que, depois de terem sido
arrancados das suas regiões e suas casas e deportados para terras remotas e
afastadas, aí se encontram privados de seus sacerdotes legítimos que os
consolem, ajudem, dirijam e lhes ofereçam os confortos celestes da religião.
14. Tudo isso
é para nós motivo de dor tão crua que não podemos reter as lágrimas enquanto
rezamos a Deus clementíssimo e Pai das misericórdias a fim de querer iluminar
os responsáveis de situação tão triste e também pôr um fim a tantos males.
15. Contudo, veneráveis
irmãos, entre tantas e tão grandes calamidades que entristecem o nosso e o
vosso ânimo, podemos tirar algum conforto das notícias que nos chegaram. Com efeito sabemos que os que vivem em condições tão tristes e
deploráveis permanecem firmes na sua fé, com uma constância intrépida que desperta
a admiração nossa e de todos os honestos. A todos eles vai o nosso louvor
paterno que aumente e robusteça sempre mais sua fortaleza; estejam convencidos
de que nós, como pai comum "movido pela solicitude de todas as
Igrejas" (2Cor 11,28) e impelido "pela caridade de Cristo" (2Cor
5,14), elevamos todos os dias súplicas fervorosas para que o reino de Cristo,
portador de paz às almas, de paz aos povos e às nações, triunfe o mais cedo possível em todo lugar.
16. Diante do triste
espetáculo desses males que atingiram não somente os nossos filhos do laicato,
mas sobretudo os revestidos de dignidade sacerdotal, exatamente para que se
torne verdade o que se lê na Sagrada Escritura: "Ferirei o pastor e as
ovelhas do rebanho se dispersarão" (Mt 26,31; Mc 14,27; Zc 13,7), não
podemos não chamar a atenção de todos para que, no
decorrer dos séculos, não somente entre povos civilizados, mas também bárbaros,
os sacerdotes, quais intermediários entre Deus e os homens, sempre foram
circundados da veneração devida. E quando o Redentor divino, afastadas as
trevas do erro, nos ensinou as verdades celestes e pela sua grandíssima
benevolência quis tornar-nos participantes de seu sacerdócio eterno, então essa
veneração cresceu ainda mais, de tal forma que os bispos e os sacerdotes foram
considerados como pais amantíssimos, desejosos somente do bem comum do povo a eles confiado.
17. Contudo,
o próprio Redentor divino tinha dito: "Não há discípulo acima do
mestre" (Mt 10,24); "Se perseguiram a mim, perseguirão a vós
também" (Jo 15,20); "Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem e
perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim.
Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa
recompensa nos céus" (Mt 5,11-12).
18. Não há de que admirar se
nos nossos dias, talvez mais que nos séculos passados, a
Igreja de Jesus Cristo e de maneira particular os seus ministros são atingidos
por perseguições, calúnias, e males de todo tipo; mas, antes, depositemos nossa
esperança nele, que, se já predissera as calamidades futuras, contudo quis nos
prevenir com estas palavras: "No mundo tereis tribulações, mas tende
coragem: eu venci o mundo" (Jo 16,33).
19. Por isso,
veneráveis irmãos, esteja longe de vós todo abatimento. Assim como os vossos
antepassados superaram tantas dificuldades, insídias, perigos, combatendo com
fortaleza heróica até o martírio, assim vós também que pertenceis à Igreja do
rito oriental, unidos firmemente aos fiéis do rito latino, com a ajuda da graça celeste, não temais, mas juntos suplicai ao
Senhor e sua Mãe santíssima em favor, especialmente, daqueles que hoje correm
os perigos maiores, para que sejam revestidos de fortaleza cristã e para que
todos, finalmente, entendam o que está mais claro do que a luz do sol, que
"as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas diante de
Deus" (2Cor 10,4), e que a Igreja não busca o poder temporal mas a
salvação eterna das almas, não teme as insídias dos governantes, mas pelos
ensinamentos do evangelho que são capazes de formar ótimos cidadãos, fortalece
os próprios fundamentos do consórcio humano. Portanto, se ela puder gozar
daquela liberdade que lhe foi concedida por Deus e
explicitar publicamente sua força e exercer abertamente no meio do povo suas
atividades, sem dúvida poderá contribuir muito para o bem comum, e aproximar as
várias classes de cidadãos na justiça e na concórdia, e levar todos os povos
àquela paz verdadeira e tranqüilidade que assim como está nos desejos de todos,
assim também deve estar na vontade de cada um.
20. Para obter isso, desejamos, veneráveis irmãos, que proclameis orações
públicas e exorteis os fiéis a vós confiados a acrescentar também obras de
penitência, para propiciar reparação à Majestade divina ofendida por tantas
injúrias. Lembremos todos as palavras da Sagrada Escritura: "...Rezai para
os que vos perseguem e caluniam" (Mt 5,44); "...E se um só membro
sofre, com ele sofrem todos os membros" (lCor
12,25-26). Com efeito, é necessário imitar o exemplo do
Redentor divino, que entre as dores mais agudas, do alto da cruz, exclamou:
"Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem" (Lc 23,34). É
preciso também completar na nossa carne o que falta aos sofrimentos de Cristo
para o seu corpo que é a Igreja (cf. Cl 1,24); por isso não devemos somente rezar a Deus pelos filhos e irmãos
sofredores, mas também oferecer-lhe de boa mente as nossa penitências
voluntárias e as nossas dores.
21. Se não podemos pôr em
prática as palavras de Jesus em favor daquelas inumeráveis pessoas que naquelas
regiões sofrem enfermidades, dores e angústias ou estão no cárcere:
"Estava enfermo e me visitastes, estava na prisão e me viestes
visitar" (Mt 25,36), contudo alguma coisa podemos fazer a esse respeito:
com nossas orações e obras de penitência podemos impetrar de Deus
misericordiosíssimo que queira enviar os seus anjos consoladores a esses nossos
irmãos e alhos sofredores, para confirmar e fortalecer seus ânimos e elevá-los
às coisas celestes.
22. De maneira particular
desejamos que todos os sacerdotes, que todos os dias podem oferecer o
sacrifício eucarístico, se lembrem na sua oração daqueles bispos e sacerdotes
que, afastados de suas Igrejas e seus fiéis não têm a possibilidade de celebrar
o sacrifício divino e alimentar a si mesmos e aos seus
féis, com aquele alimento divino do qual os nossos ânimos podem haurir aquela
doçura que supera todo desejo e atingir aquela força que os leva à vitória.
Unidos entre si por união fraterna, façam isso também
os fiéis que participam da mesma mesa e do mesmo sacrifício: de tal forma que
em toda parte da terra e em todos os ritos, que constituem o ornamento da
Igreja, se elevem para Deus e sua Mãe celeste as vozes unânimes dos que rezam
para impetrar a misericórdia divina em prol destas angustiadas comunidades de
cristãos.
23. Visto que, como de
costume, no próximo mês de janeiro, em muitos lugares
será celebrado o oitavário de orações para a unidade da Igreja, parece-nos
oportuno que, especialmente naquela circunstância, se suplique instantemente
não somente para que se verifique quanto antes o desejo do divino Redentor:
"Pai santo, guarda em teu nome os que me deste, para que sejam um como nós
somos um" (Jo 17,11), mas também para que se abram os cárceres e se soltem
as cadeias, que hoje afligem miseramente tantas pessoas, por ter procurado
defender heroicamente os direitos e as instituições da religião; e para que a
verdade cristã, a justiça, a concórdia e a paz, que são os bens supremos de
todos, triunfem em todos os lugares.
24. Como
auspício disso e penhor da nossa benevolência paterna, com efusão de coração
concedemos a vós, veneráveis irmãos e aos rebanhos confiados aos vossos
cuidados, e de maneira particular aos que versam nestas condições difíceis, a
bênção apostólica.
Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 15 de
dezembro de 1952, ano XIV do nosso pontificado.
PIO PP. XII
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